AICEP: Agregador agroalimentar na Alibaba vai permitir “exportar muito mais”

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) afirmou hoje que o agregador de produtos agroalimentar portugueses na Alibaba.com vai permitir “exportar muito mais através desta plataforma”.

Chance Chan / Reuters

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) afirmou hoje que o agregador de produtos agroalimentar portugueses na Alibaba.com vai permitir “exportar muito mais através desta plataforma”.

Luís Castro Henriques falava no lançamento pela AICEP do agregador de produtos agroalimentares portugueses no ‘marketplace’ chinês Alibaba.com, uma montra de produtos portugueses naquela que é considerada a gigante do comércio eletrónico, numa transmissão ‘online’.

Este projeto, considerado “inovador à escala nacional”, junta produtos de várias empresas do agroalimentar portuguesas numa página de Internet comum na Alibaba, propriedade da AICEP, que terá a gestão comercial e de marketing conjunta.

“Vamos exportar muito mais através desta plataforma que nós sabemos que é de facto um ponto de consumo muito relevante para o mercado chinês, tivemos mais de 70 candidaturas” de empresas “a participar neste agregador”, adiantou Luís Castro Henriques.

Do total de candidaturas, foram selecionadas 15.

“Mas isto também não quer dizer que as outras não se possam continuar a candidatar e depois não possam participar noutras iniciativas, mas demonstra como isto tem de ser um processo exigente”, salientou o presidente da AICEP.

Por sua vez, o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, recordou que o setor agroalimentar foi durante muitos anos um dos défices estruturais da balança comercial portuguesa, mas “isso tem vindo a mudar na última década”.

“Neste momento tão crítico que vivemos, que é um momento de recuperação pós-pandemia temos de ter a perfeita consciência que o país precisa de mais exportações”, obviamente precisa também de investimento direto estrangeiro (IDE), mas precisa “de exportar mais para conseguir garantir as melhores condições de vida ao conjunto da população e ao conjunto dos cidadãos”, acrescentou o governante.

“As exportações não são para um país fortemente endividado como o nosso (…) um capricho político, são uma opção, provavelmente a única opção razoável que temos para criar melhores” condições de crescimento e de oportunidades, salientou.

E a Alibaba “é um excelente parceiro”, rematou.

O “Diagnóstico ecommerce do setor agroalimentar português” conclui que as opções com mais potencial para o agregador são, por ordem, o cabaz agroalimentar para o mercado europeu da plataforma Alibaba, o produto vinho para o mercado do Reino Unido através desta plataforma, o produto vinho para o mercado da China através da plataforma 1688 (que não sendo Alibaba, é do grupo), o produto fruta para o mercado alemão e o produto azeite para o mercado dos Estados Unidos, ambos na Alibaba.

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