Rafael Campos Pereira, vice-presidente executivo da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), disse, em declarações ao JE, que “vejo a grave geral marcada, [para 11 de dezembro], pelas duas centrais sindicais [CGTP e UGT] com alguma estranheza, como se fosse uma espécie de prova de vida” de um segmento, o sindical, que vai perdendo aderência à realidade.
Para o executivo da AIMMAP, “as relações de força do mundo do trabalho foram alteradas” e “a legislação laboral do futuro” implica que “os sindicatos batem-se por causas estranhas” que já são, na sua ótica, alheias “às preocupações dos trabalhadores das novas gerações”. É aliás por isso, afirmou, “que as novas gerações não se revêm na atuação dos sindicatos” e desprezam cada vez em maior número a sindicalização.
Em termos do impacto da greve geral no setor metalúrgico e metalomecânico, ele será, “como sempre”, “muito reduzido” – afetando provavelmente pouco mais que 0,5% da produção”. Pior será, como também vai sendo costumeiro, o impacto nos grandes centros urbanos, “em Lisboa e no Porto, principalmente ao nível dos transportes.
Recorde-se as duas centrais sindicais nacionais, CGTP e UGT, acordaram agendar uma greve geral contra a reforma laboral proposta pelo Governo para o próximo dia 11 de dezembro. “A data que está consensualizada entre as duas centrais” afirmou Mário Mourão, dirigente da UGT. As negociações entre a CGTP e a UGT para uma greve a realizar na primeira metade de dezembro tinha sido já assinalada como uma possibilidade, que se tornou evidente perante a vontade de aquelas estruturas sindicais subirem o tom das críticas às propostas de alteração da lei laboral feitas pelo Governo.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com