Albuquerque considera estratégico manutenção do setor primário da Madeira

O presidente do Governo da Madeira considera que a tecnologia na agricultura “permite uma produção exponencial face à agricultura tradicional, que não se esgote os solos, e assegurar rendimentos e com muito menos mão-de-obra”.

O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, considerou ser estratégico para a região manter o setor primário, por questões de auto-suficiência alimentar e preservar da paisagem e solos da região. O governante defende que a agricultura moderna é uma forma de assegurar aos empresários rendimento.

“A tecnologia na agricultura permite uma produção exponencial face à agricultura tradicional, que não se esgote os solos, e assegurar rendimentos e com muito menos mão-de-obra”, disse o governante, que lembrou que o valor declarado líquido da agricultura já atinge mais de 130 milhões de euros.

Albuquerque disse ainda, durante uma visita a uma exploração agrícola no estreito de Câmara de Lobos, que a Empresa de Gestão do Setor da Banana (GESBA), detido pelo executivo madeirense, foi a “salvação” da banana da madeira, visto que os agricultores recebem a tempo a horas, e mantém um mercado de 20 mil toneladas, para além de continuar a ser a banana mais bem paga da União Europeia.

“A GESBA é importante atuar no mercado porque havia umas criaturas, que queriam entrar no mercado de uma maneira, em que tirava à GESBA o monopólio da distribuição, depois fazerem o dumping de preços, não pagavam aos agricultores e ganhavam dinheiro com a distribuição da GESBA. Não vamos ceder a esse aspeto porque não vamos voltar ao passado, quando a banana não era pesada e quando não se pagava ao agricultor a tempo e horas”, disse Albuquerque.

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