Albuquerque assume 5G como prioridade para a Madeira e critica atraso do país na tecnologia

O presidente do Governo Regional disse que a Madeira tem de “avançar rapidamente” com o desenvolvimento do 5G, e que “não vai estar à espera de meia dúzia de burocratas” que querem atrasar o desenvolvimento da região.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, considerou que a Madeira é um “bom laboratório de ensaio” para o desenvolvimento do 5G. O governante disse que a região quer avançar já com a tecnologia e que não vai esperar por “meia dúzia de burocratas” que querem atrasar o desenvolvimento da ilha.

“Estamos num impasse, temos de avançar rapidamente com o desenvolvimento da tecnologia do 5G. Queremos na Madeira avançar já. Esta vai ser mais uma reclamação que vamos fazer à República depois das eleições”, afirmou Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional, durante a inauguração do polo da Altice Labs, na Ribeira Brava, que decorreu na passada terça-feira.

“Temos condições para ser um bom laboratório de ensaio. A tecnologia 5G é prioritária para a Madeira e que não vamos estar à espera de meia dúzia de burocratas que querem atrasar o desenvolvimento da região”, reforçou o governante.

Albuquerque voltou a salientar a importância do 5G, lembrando que a ‘internet das coisas’ vai cobrir 45% da população mundial.

“O nosso país está a ficar para trás no 5G tal como a Europa”, alertou.

“A Europa está a ficar para trás no desenvolvimento tecnológico”, reforçou Albuquerque, criticando a Europa por não ter empresas com escalas e facturação acima dos 100 mil milhões de dólares anuais, uma situação que considera “incomportável”.

Albuquerque sublinhou que um dos desafios da Madeira passa por “aumentar a formação na tecnologia e nas matemáticas aplicadas”, disse.

O líder do executivo madeirense assumiu o compromisso com o “desenvolvimento, a tecnologia, e o progresso”, e criticou “os setores atávicos” que possuem o discurso da fobia da tecnologia. Albuquerque acrescentou que a Europa continua com o anacronismo da Autoridade da Concorrência, o que impede os europeus de terem empresas com escalas.

Na inauguração do polo da Altice Labs, na Ribeira Brava, Albuquerque agradeceu os 25 milhões de euros de investimento feitos pela empresa na região, bem como a criação 400 postos trabalhos, o know-how trazido para Madeira, a colaboração com as diversas instituições que tem sido “profícua e importante” na diversificação da economia e no esbatimento da ultraperiferia através dos produtos tecnológicos.

Albuquerque disse ainda que Alexandre Fonseca, presidente executivo da Altice Portugal, é um “gémeo siamês”, do executivo madeirense, na medida em que quando “assume um compromisso acaba por cumprir”, ao contrário do país onde os compromissos “não são normalmente para cumprir e se revestem da publicidade e do marketing enganoso”.

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