Alegado escritor-fantasma de José Sócrates acusado de burla, abuso de poder e falsificação de documentos

O Ministério Público alega que “o grau de ilicitude dos factos é manifesto, dada a violação pelo arguido Domingos Farinho dos deveres deontológicos enquanto professor universitário, em prejuízo da dignidade e credibilidade que esta função merece”, avança o Correio da Manhã.

O alegado escritor-fantasma do livro ‘A Confiança no Mundo’ de José Sócrates, Domingos Farinho, foi acusado pelo Ministério Público de burla qualificada, abuso de poder e falsificação de documento, avança o ‘Correio da Manhã’ esta quarta-feira, 5 de fevereiro.

No centro da acusação contra Farinho estão pagamentos de 54 mil euros, que terão sido feitos ao alegado escritor entre janeiro e novembro de 2014, enquanto alegada contrapartida do apoio dado ao antigo primeiro-ministro na elaboração da tese de doutoramento de Ciência Política em Science Pro, numa altura em que Domingos Farinho era professor em regime exclusivo na Faculdade de Direito de Lisboa.

O Ministério Público alega que “o grau de ilicitude dos factos é manifesto, dada a violação pelo arguido Domingos Farinho dos deveres deontológicos enquanto professor universitário, em prejuízo da dignidade e credibilidade que esta função merece”. De acordo com a entidade, o professor recebeu de forma indevida mais de 10 mil euros da universidade.

Segundo a publicação, também a mulher de Farinho foi acusada pelo Ministério Público. A entidade acusou a advogada Jane Kirby de falsificação em coautoria com o marido. A advogada deverá ter recebido perto de cinco mil euros por mês por serviços de consultadoria jurídica, em 2013, que nunca chegou a prestar.

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