Alemanha vai relaxar medidas de confinamento e apostar em mais testes e vacinas

Com as eleições a aproximarem-se, Merkel e os líderes regionais enfrentam uma pressão crescente para o regresso à normalidade através de planos que restaurem a atividade económica após quatro meses de confinamento. No entanto, os casos diários estão a aumentar novamente e apenas 5% da população recebeu a primeira injeção de vacina contra a Covid-19.

Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, e os líderes regionais alemães concordaram numa redução faseada das restrições impostas para reduzir os casos de infeções por Covid-19, juntamente com um “travão de emergência” para permitir que as autoridades imponham novamente as restrições se o número de casos voltar a aumentar, segundo a “Reuters”.

Com as eleições a aproximarem-se, Merkel e os líderes regionais enfrentam uma pressão crescente para o regresso à normalidade através de planos que restaurem a atividade económica após quatro meses de confinamento. No entanto, os casos diários estão a aumentar novamente e apenas 5% da população recebeu a primeira injeção de vacina contra a Covid-19.

“Estamos no limiar de uma nova fase da pandemia, na qual não podemos entrar descuidadamente, mas ainda com esperança justificada”, disse Merkel aos repórteres na quarta-feira, dia 3 de março, após o que ela descreveu como “negociações difíceis” com os líderes regionais.

Os líderes concordaram em usar toda a duração do intervalo aprovado entre a primeira e a segunda vacina e minimizar o stock de doses de reforço para que mais pessoas iniciem o curso de duas doses. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomenda dar injeções da Pfizer e BioNTech com três semanas de intervalo e da AstraZeneca com até 12 semanas de intervalo.

A EMA também disse estar à espera da decisão do comité permanente da Alemanha sobre vacinação em relação à eficácia da vacina da AstraZeneca para maiores de 65 anos, “a fim de poder ajustar o calendário de vacinação”.

Atualmente, a Alemanha só permite que a vacina AstraZeneca seja administrada a pessoas com idade entre 18 e 64 anos, o que levou a uma baixa aceitação das doses disponíveis, desacelerando o processo de vacinação.

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Vacinação diária de 100 mil pessoas “dentro de duas a três semanas”

Segundo Henrique Gouveia e Melo, a segunda fase da vacinação está a ser organizada e testada e as “indicações são positivas”, sendo necessário vacinar cerca de 100 mil pessoas diariamente, já “dentro de duas a três semanas”, para utilizar todas as vacinas que o país vai receber.

Vacinação necessita de reforço de 1.700 profissionais de saúde

Segundo o coordenador do plano de vacinação, este cálculo “já foi comunicado”, existindo diversas opções que, neste momento, “estão em cima da mesa e que estão a ser tratadas para garantir que esses profissionais de saúde estejam disponíveis” para a nova fase da vacinação no país que tem a meta de vacinar cerca de 100 mil pessoas por dia.
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