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Álvaro Santos Pereira garante que reforma de Centeno poupa 2,2 milhões ao Banco de Portugal

“Com este acordo, estamos a falar em poupanças que chegam a cerca de 2,2 milhões de euros se Mário Centeno ficasse com o que tinha direito até aos 70 anos”, referiu Álvaro Santos Pereira.
20 Março 2026, 17h57

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, assegurou, esta sexta-feira, que o Banco de Portugal vai poupar cerca de 2,2 milhões de euros com o atual acordo para a reforma de Mário Centeno, tendo em conta os valores a que tinha direito se ficasse na organização.

“Com este acordo, estamos a falar em poupanças que chegam a cerca de 2,2 milhões de euros se Mário Centeno ficasse com o que tinha direito até aos 70 anos”, referiu Álvaro Santos Pereira.

Portanto, “se Mário Centeno ficasse até aos 70 anos, o Banco de Portugal em todos os encargos quer salariais, com a Segurança Social, com os telemóveis, com os carros, com todos os encargos que este cargo acarreta iam ser encargos muito avultados. Mas neste momento com este acordo poupámos 2,2 milhões de euros”, reforçou.

Para Álvaro Santos Pereira “o que estamos a fazer aqui é serviço público, o que estamos a fazer é gestão prudente”.

O acordo com o BdP prevê que o antigo ministro das Finanças do governo socialista de António Costa vá receber 10.000 euros brutos por mês.

Álvaro Santos Pereira explicou que “este tipo de acordo e, principalmente, a contribuição e a reforma antecipada foi feita no âmbito do fundo de pensões do Banco de Portugal”,  sublinhando que este “fundo de pensões do Banco de Portugal está fechado desde 2009”.

O Governador explicou que esse fundo de pensões “está totalmente capitalizado”, pelo que “não há um cêntimo de contribuintes que é pago em qualquer tipo de acordo que seja feito não só com Mário Centeno, mas com qualquer outro trabalhador do Banco de Portugal que tenha entrado antes de 2009”.

Álvaro Santos Pereira falou ainda num “mútuo acordo”,  para evitar imputar a iniciativa da reforma antecipada de Mário Centeno aos 59 anos à instituição.

Depois de mais de duas décadas como quadro da instituição – tendo sido Governador entre 2020 e 2025 – Centeno assinou um acordo que lhe permite passar à reforma. Na sequência dessa notícia do Eco, o Governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira, vai ser ouvido no Parlamento. O requerimento para ouvir Álvaro Santos Pereira foi aprovado por unanimidade pelos partidos presentes esta quarta-feira de manhã na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública – Chega, Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS).

O requerimento do Chega propõe a audição de Santos Pereira e da administra Helena Adegas, que detém o pelouro do departamento de Pessoas e Estratégia Organizacional.

O ex-governador Mário Centeno vai sair do BdP através do regime de aposentação ao abrigo do fundo de pensões existente no banco central, após um acordo entre as duas partes.

A saída de Centeno foi noticiada pelo Jornal Eco, na passada sexta-feira, dando conta de que Mário Centeno iria deixar o Banco de Portugal (BdP) como consultor e passar à reforma, a receber pensão completa.

O Correio da Manhã noticiou na passada quarta-feira que o BdP vai pagar ao ex-governador uma pensão de reforma de cerca de 10 mil euros brutos por mês, um valor ligeiramente inferior ao montante da pensão a que teria direito se continuasse na instituição, na qual poderia continuar a trabalhar até aos 70 anos, e também inferior ao salário de 15 mil euros brutos que recebia como consultor do conselho de administração do BdP.

 

 


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