Ana Catarina Mendes pede “amplo consenso político” para a recuperação económica

Ana Catarina Mendes também pediu “o mais amplo consenso político” quanto ao “plano de recuperação económica e social de Portugal para 2020 – 2030”, que segundo a socialista “não tem o horizonte de uma legislatura, tem o horizonte de uma década”.

A deputada do PS Ana Catarina Mendes destacou a importância do Governo conseguir uma resposta para atual crise, motivada pela pandemia, que seja diferente “da que foi dada com a intervenção da troika”, durante o seu discurso na conferência nacional do PS, esta segunda-feira, 31 de agosto.

Para os socialistas, é importante “assegurar que esta crise tem e continuará a ter uma resposta diferente da que foi dada com a intervenção da troika tão acarinhada pela direita e que tão maus resultados teve na nossa economia e na nossa sociedade”, recordou Ana Catarina Mendes.

“É também indispensável enfatizar as medidas aprovadas de proteção ao emprego aos trabalhadores e aos rendimentos de maneira a assegurar os postos de trabalho e mitigar os efeitos da crise e há que olhar em frente ter um roteiro para o futuro como tem sido afirmado”, apontou a deputada socialista que considerou “fundamental sublinhar a importância dos apoios e incentivos à economia que já foram postos à disposição das empresas por parte do Estado”.

Ana Catarina Mendes também pediu “o mais amplo consenso político” quanto ao “plano de recuperação económica e social de Portugal para 2020 – 2030”, que segundo a socialista “não tem o horizonte de uma legislatura, tem o horizonte de uma década”.

“Ao governo compete criar as condições para os diferentes agentes económicos e sociais possam participar na definição da estratégia e que enquanto país vamos implementar nos próximos anos para recuperar a nossa situação económica e social”, referiu Ana Catarina Mendes. “Aos diferentes partidos políticos com representação parlamentar, cabe o contributo comprometendo-se com o futuro dos portugueses”, completou a deputada do PS.

A relevância de um consenso político já tinha sido apontada pelo primeiro-ministro, António Costa, a 29 de agosto, que assegurou ao jornal Expresso que “se não houver acordo, é simples: não há Orçamento e há uma crise política. Aí estaremos a discutir qual é a data em que o Presidente [da República] terá de fazer o inevitável”. Ao discutir o Orçamento de Estado, António Costa também garantiu que “quem não quer assumir responsabilidades deve dedicar-se a outra atividade”.

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