Ana Gomes: “Se eu não tivesse estado nesta disputa estaríamos hoje a lamentar ainda mais progressão da extrema-direita”

A ex-diplomata admitiu não ter conseguido cumprir o objetivo de chegar a uma segunda volta, mas deixou críticas ao PS. “Espero que os militantes a ajudem a refletir profundamente e a retirar consequências da sua atuação”, afirmou.

Tiago Petinga/Lusa

Ana Gomes admitiu a derrota, mas argumentou que no caso de não ter avançado “estaríamos hoje a lamentar ainda mais progressão da extrema-direita”. Na reação aos resultados da noite eleitoral, Ana Gomes não deixou cair as críticas ao PS, cuja direção diz esperar que os eleitores ajudem a refletir.

“Não consegui o objetivo de levar a uma segunda volta nestas eleições e a responsabilidade de falhar esse objetivo é só minha. Assumo-a. Mas cumpri o meu objetivo central, o meu objetivo patriótico: representar o campo dos democratas e progressistas europeístas e impedir que a ultra-direita ascendesse a uma posição de possível alternativa. Se eu não tivesse estado nesta disputa estaríamos hoje a lamentar ainda mais progressão da extrema-direita”, afirmou a ex-diplomata, que felicitou Marcelo Rebelo de Sousa pela reeleição.

Ana Gomes, que agradeceu o apoio ao PAN e ao Livre, deixou vários recados ao PS. Primeiro, assinalou que “a minha candidatura fez-se desde a primeira hora do empenhamento de milhares de socialistas”, com “especial destaque para os membros do governo e autarcas que deram a cara e estiveram ao meu lado”, depois ao salientar que a abstenção não pode ser apenas atribuída à pandemia, argumentou que “houve quem quisesse desvalorizar estas eleições presidenciais e não tivesse cuidado sequer de assegurar que eram facultados meios alternativos de voto a quem está retido em casa obrigado a confinar e à maioria de milhão e meio na diáspora que indignamente se viram assim impedidos de votar”.

“Apesar disso, a afluência às urnas mostrou que a abstenção terá diminuído em termos reais. Isso que dizer que estas eleições demonstraram interessar à maior parte dos portugueses, não obstante haver um previsível vencedor à partida”, vincou.

Lamentou, assim, “profundamente a não comparência a estas eleições por parte do meu partido, o PS, que assim contribuiu para dar a vitória ao candidato da direita democrática”, deixando um recado final: “quanto à direção do PS. Espero que os militantes a ajudem a refletir profundamente e a retirar consequências da sua atuação”.

Recomendadas

Governo espera reabrir turismo em maio

“Por enquanto, as viagens não essenciais precisam de ser restritas, mas acreditamos que Portugal vai poder permitir viagens sem restrições em breve, não só para pessoas vacinadas, mas também para pessoas imunes ou que testem negativo”, afirmou Rita Marques à BBC.

SATA aprova acordo de emergência. Sindicato diz que salvou mais de 500 postos de trabalho na TAP

Num universo de 213 associados tripulantes da SATA, votaram 152 associados, com 135 votos a favor e 17 votos contra o ‘Acordo de Emergência’, releva um comunicado do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, dando assim por concluído um processo que envolveu 40 reuniões com as administrações da PGA, da TAP e da SATA, num balanco global em que o sindicato destaca que se salvaram mais de 500 postos de trabalho na TAP.

Portugal vai entregar 60 mil testes à Covid-19 a Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe

As três nações dos PALOP recebem o material de diagnóstico e rastreio ao coronavírus entre esta sexta-feira e sábado.
Comentários