A República de Angola formalizou, esta terça-feira, a sua adesão ao Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF).
O país africano tornou-se, assim, o 86.º membro da organização sediada no Canadá, com a assinatura do acordo a acontecer à margem do Mining Indaba 2026.
“A adesão ao IGF ajudar-nos-á a reforçar as estruturas de governação, melhorar a criação de valor local e garantir que o nosso setor mineiro contribua plenamente para o desenvolvimento inclusivo e sustentável”, comentou o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, naquele que foi o Dia de Angola da conferência internacional que decorre na Cidade do Cabo, África do Sul.
Do lado do IGF, Isabelle Ramdoo, economista e diretora do secretariado, sublinhou a “grande satisfação” vivida com a entrada de Angola na organização. “O nosso fórum apoia os países na criação de políticas eficazes para o setor mineiro, promovendo transparência, inclusão e sustentabilidade”, afirmou, citada em comunicado, assinalando que “Angola junta-se agora a uma comunidade global empenhada em transformar os recursos minerais em motores de desenvolvimento sustentável”.
O segundo dia do Mining Indaba 2026 é dedicado a Angola, tendo o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás ficado responsável pela abertura dos trabalhos. O discurso ficou marcado pelo apelo à participação de grandes e médias empresas internacionais no setor mineiro angolano.
“Este fórum proporciona uma plataforma valiosa para demonstrar a dimensão e a diversidade do potencial mineral de Angola e para convidar empresas mineiras, tanto grandes como pequenas, a estabelecer parcerias de longo prazo assentes no benefício mútuo, no valor partilhado e no desenvolvimento sustentável”, afirmou, apontando o “ambiente de negócios seguro e o retorno dos investimentos garantido”.
Angola e Austrália discutem oportunidades no setor
Diamantino Azevedo encontrou-se esta terça-feira com uma delegação australiana, que se mostrou disponível para analisar e estabelecer parcerias estratégicas em Angola.
“Este encontro é um passo para o que a Austrália pretende como relacionamento em termos de presença na mineração”, afirmou um membro do grupo australiano, citado pelo Ministério angolano. Por sua vez, Diamantino Azevedo apontou a BHP como “uma das companhias” que pretende “que vá para Angola”.
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