“Ano normal em termos climáticos”. Assim foi o ano de 2018 em Portugal

Entre seis aspetos positivos e dois negativos, o INE sustenta que o ano passado foi um “ano normal em termos climáticos”, isto em termos de temperatura e precipitação.

Yves Herman/REUTERS

Numa altura em que se fala do estado do ambiente no mundo, e após o Acordo de Paris definir metas ambientais para conter o aquecimento global e as alterações climáticas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou esta sexta-feira o estado do ambiente no ano de 2018.

Entre seis aspetos positivos e dois negativos, o INE sustenta que o ano passado foi um “ano normal em termos climáticos”, isto em termos de temperatura e precipitação. Também relativamente às praias, verificou-se a colocação de 332 bandeiras azuis nas praias portuguesas assumindo-se a melhoria da qualidade das águas balneares do país.

Ainda em termos positivos, verificou-se a melhoria da qualidade do ar em Portugal, com a diminuição da concentração de partículas inaláveis. A aposta em energias renováveis parece estar cada vez mais presente em Portugal, tanto que em 2018 o consumo de energia primeira começou a diminuir e a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis iniciou a trajetória ascendente.

Os incêndios de junho e outubro de 2017 apertaram o cerco à prevenção e no ano seguinte, em 2018, observou-se um maior número de ações preventivas e um reforço no patrulhamento nas zonas de maior risco. Assim, e depois de analisar a área ardida em Portugal, o INE afirma que o número de incêndios e a área ardida diminuíram após os maiores incêndios que atingiram o país.

Relativamente aos aspetos negativos em termos ambientais, os dados mostram que existiu uma diminuição da produtividade dos recursos, além de um aumento na circulação automóvel no país com recurso a combustíveis fósseis, com 65% do parque automóvel a ser motorizado, denotando ainda o aumento da idade média dos veículos em circulação nas estradas portuguesas.

Em termos financeiros de apoio ao ambiente, no ano em questão, cerca de 4.130 milhões de euros foram destinados a domínios ambientais no espaço português, sendo que o país conseguiu arrecadar 5,3 mil milhões de euros em impostos ambientais nesse mesmo ano. Mas também as empresas decidiram investir nesta vertente, tanto que algumas empresas industriais decidiram investir um total de 153 milhões de euros na proteção do ambiente.

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