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António Costa: “Balsemão foi uma grande figura do país e deixou uma marca muito relevante”

O presidente do Conselho Europeu não esqueceu as várias dimensões do antigo primeiro-ministro e empresário de comunicação social, aproveitando para enaltecer a importância da criação da SIC num período de “governamentalização da RTP em pleno cavaquismo”.
22 Outubro 2025, 10h31

António Costa, ex-primeiro-ministro e atual presidente do Conselho Europeu, recordou esta quarta-feira Francisco Pinto Balsemão como “uma grande figura do país” e “alguém que deixou uma marca muito relevante”.

O antigo primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, fundador e militante do número um do PSD, morreu na terça-feira, aos 88 anos.

Em declarações à SIC Notícias, o antigo secretário-geral do PS fez questão de recordar a importância de Francisco Pinto Balsemão nas várias dimensões que assumiu em Portugal: como empresário de comunicação social e como primeiro-ministro que deixou uma marca tanto na adesão de Portugal à União Europeia como na abertura da economia ao sectores privado e social.

“Recordo-o como uma grande figura do país”, começou por referir António Costa. “Primeiro como empresário da comunicação social onde foi decisivo em dois momentos, na fase final da ditadura com a criação do “Expresso” e depois quando criou o primeiro canal privado de televisão, a SIC. É preciso não esquecer que o período do cavaquismo foi um período terrível de governamentalização e asfixia da liberdade de expressão através da total governamentalização da RTP. A SIC marcou um momento de liberdade como tinha acontecido com a TSF na rádio”, realçou.

O ex-primeiro-ministro recordou ainda o seu percurso como primeiro-ministro, que, como António Costa salientou “aconteceu num período muito curto, de dois anos e meio num período de instabilidade permanente”.
Ainda assim, destaca, “foi muito importante na forma como lidou com o PS na revisão da Constituição em 1982 e deu ainda os primeiros passos para termos uma economia mais aberta complementado o setor público com o setor privado e o setor social”. O presidente do Conselho Europeu dá nota ainda para a importância na criação da primeira legislação do código penal “tal como o conhecemos” e elogiou a sua importância nas negociações para a adesão de Portugal à União Europeia.
“Mantivemos sempre uma relação de grande simpatia, foi sempre muito fácil dialogar com ele. Deixou uma marca muito relevante na história do país”, concluiu.
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