António Costa começa a preparar geringonça 2.0 na quarta-feira de manhã

A ronda negocial começa às 10h00 de quarta-feira com o Livre, só terminando depois das 18h00 com o Bloco de Esquerda. António Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes e Duarte Cordeiro são a equipa negocial pelo PS que vai percorrer as diversas sedes partidárias.

António Costa vai começar a preparar a geringonça 2.0 na quarta-feira de manhã. A ronda negocial do PS com os vários partidos de esquerda no Parlamento, mais o PAN. A comitiva do PS vai deslocar-se às sedes dos diversos partidos ao longo do dia. O objetivo é saber em detalhe qual as exigências dos diferentes partidos e quais as linhas vermelhas, com vista a fechar um modelo de governação para os próximos quatro anos.

A primeira reunião tem lugar às 10h00 entre o PS e o Livre, que elegeu a deputada Joacine Katar Moreira para o Parlamento, segundo a RTP. Segue-se o PAN às 11h30, que conseguiu eleger quatro deputados para o hemiciclo.

O encontro entre PS e Os Verdes vai ter lugar às 14h00, com a reunião com o PCP a acontecer às 16h00. Para último fica a reunião com o Bloco de Esquerda, agendada para as 18h00.

A comitiva de negociação do PS é composta por António Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes e Duarte Cordeiro, avançou o Observador. Pelo Bloco de Esquerda, a equipa é composta por Catarina Martins, Pedro Filipe Soares, Mariana Mortágua e Jorge Costa.

Para quinta-feira está marcada uma reunião da comissão política nacional do PS para analisar os resultados do partido nas eleições legislativas, segundo a RTP.

No seu discurso de vitória no domingo à noite, António Costa destacou que o PS “reforçou a sua posição política em Portugal” e que os “portugueses gostaram da geringonça e desejam a continuidade da atual solução política”.

Tanto o PCP como o Bloco de Esquerda já declararam que estão dispostos a negociar com António Costa para uma geringonça 2.0, e já apresentaram os seus cadernos de encargos.

O PCP defendeu vários pontos como o aumento do salário mínimo para 850 euros, aumento das pensões , creches gratuitas para todas as crianças até aos três anos, construção de habitação pública e investimento no Serviço Nacional de Saúde.

Por sua vez, o Bloco de Esquerda, defendeu a reposição dos cortes feitos durante os tempo da troika e que ainda estão na legislação laboral, com a reposição dos dias de férias e das compensações por despedimento.

O Bloco defendeu também mais investimento público para “salvar o serviço nacional de saúde”, bem como a recuperação adicional de salários, pensões e direitos.

Esta terça-feira, o Presidente da República está a receber os partidos parlamentares em Belém, com o objetivo de proceder à indigitação do primeiro-ministro.

António Costa quer reunir-se com partidos de esquerda na quarta-feira

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