António Costa condiciona reabertura da economia ao uso de equipamento de proteção individual

Primeiro-ministro disse que a proteção de cada um é um fator incontornável para o sucesso da reabertura da economia e o regresso das empresas ao trabalho. E recordou que as máscaras têm que estar disponíveis para todos.

O primeiro-ministro António Costa explicou mais uma vez que a reabertura de algumas atividades económicas durante o próximo mês de maio está dependente de “que possamos todos ter acesso e facilidade, em qualquer loja, a equipamentos de proteção individual”. Costa encontrava-se em visita à Petratex, empresa que está a produzir cerca de 100 mil máscaras por dia – depois de ter obtido junto do centro tecnológico CITEVE a certificação para quatro tipos de modelos diferentes.

Só assim “poderemos sair de casa com conforto, estarmos seguros e sem risco de contaminarmos os outros no local de trabalho, na escola, nos transportes públicos”, disse, para salientar “o esforço da indústria nacional.

A visita à Petratex – como a anterior, ao início da manhã, à multinacional Continental – serviu como uma espécie de inauguração da reabertura da economia, numa altura em que “precisamos de retornar ao trabalho para reiniciar a nossa vida económica”, como disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que acompanhava António Costa.

Para o ministro tinha ficado a resposta às críticas que alguns empresários e associações empresariais têm dirigido à forma como os fundos de financiamento dos programas de combate à pandemia estão a chegar às empresas.

“Nunca houve processos tão simplificados, tão alargados e tão automáticos de apoio” como aqueles que foram criados pelo Governo para dar resposta rápida à crise em que a grande maioria das empresas se encontra desde que a pandemia de Covid-19 obrigou ao confinamento, disse o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

O ministro respondia assim às críticas de alguns empresários, segundo as quais os fundos para apoio imediato às empresas não estão a chegar em tempo útil às empresas – num quadro em que a burocracia, a falta de informação fidedigna o excesso de níveis de decisão estão a impedir a sobrevivência de muitas atividades.

“Toda a gente gostava que, com um mínimo de formalidade, se passasse um cheque a todas as empresas que se apresentassem, mas é preciso termos a certeza que os apoios financeiros chegam aos destinatários que foram definidos e assegurarmos que foram aplicados das formas para que foram concebidos”, disse Siza Vieira.

Ler mais
Recomendadas

OE 2021: Aumento de 20 euros do salário mínimo em cima da mesa

Proposta do executivo de António Costa para o aumento do salário mínimo poderá ser de menos 15 euros do que foi no ano passado, uma medida que não agrada ao Bloco de Esquerda que pede um crescimento de 35 euros, nem ao PCP que sugere uma subida de 215 euros.

Presidente da República condecora CGTP no 50º aniversário

A intersindical completa 50 anos e vai receber o título de membro honorário da Ordem do Infante D. Henrique, depois de uma proposta do primeiro-ministro.

Ana Gomes honrada com apoio do PAN assinala convergência com ambientalistas

“Contactos havidos com o PAN permitiram, efetivamente, identificar muitos pontos de convergência entre ideias do PAN e da minha candidatura”, sublinhou a ex-eurodeputada socialista numa declaração à agência Lusa.
Comentários