António Costa: “Covid revelou a importância de termos um Estado Social forte, mas também múltiplas fragilidades que persistem” (com áudio)

“A recuperação não pode atender apenas à emergência presente. Chegou o momento de combinarmos a emergência com a recuperação”, afirmou António Costa na abertura da Cimeira Social, que se realiza no Porto.

O primeiro-ministro, António Costa, abriu esta sexta-feira a Cimeira Social, no Porto, confiante de que os Estados-membros adotem um compromisso em torno do plano de ação dos direitos sociais, passo que considerou fundamental para a Europa. “Este plano é sobretudo um instrumento de futuro”, afirmou.

Numa altura em que a União Europeia se debate com os efeitos da pandemia, os Estados-membros reúnem-se entre hoje e amanhã na Cimeira Social do Porto para, de alguma forma, revitalizarem o compromisso social com os cidadãos europeus. O debate decorrerá esta tarde com os líderes políticos a discutirem a situação pandémica, as alterações climáticas e a transição digital e transição energética.

Na abertura da cimeira, António Costa começou por afirmar que a pandemia da Covid-19 “revelou a importância da existência de um Estado social forte, mas também revelou as múltiplas fragilidades que persistem”.

“O trabalho digno e com direitos não tem apenas a ver com a dignidade humana, é também uma questão de resiliência e de sustentabilidade das nossas sociedades. Uma sociedade precária não é uma sociedade resiliente”, afirmou António Costa.

“A recuperação não pode atender apenas à emergência presente. Chegou o momento de combinarmos a emergência com a recuperação. A proteção do emprego ou a criação de emprego, a preocupação de evitar falências com o investimento necessário ao aumento da competitividade. Combater os efeitos imediatos da crise não nos permite negligenciar os desafios estratégicos que tínhamos de enfrentar e ainda temos à nossa frente. A emergência sanitária que agora vivemos acresce à emergência climática que já vivíamos. Esta é também a década da transformação digital das nossa economias, das nossas sociedades e da afirmação da Europa à escala global. Chegou o momento de pôr rapidamente em marcha a recuperação económica e social”, acrescentou.

Costa afirmou ainda que a recuperação só será sustentável se for “justa e inclusiva”. Nesse sentido, argumentou que a transição digital e a transição energética têm oportunidades, mas também custos. Lembrou o caso da refinaria da Galp em Matosinhos como exemplo dos desafios ambientais.

“A Europa não se pode atrasar nestas transições, mas não se pode esquecer do outro lado da moeda destas transições”, salientou o primeiro-ministro, defendendo que o Estado Social europeu tem de ser renovado.

A última Cimeira Social da UE data de 2017, em Gotemburgo, Suécia, onde os responsáveis europeus delinearam metas sociais. Mas quatro anos volvidos, e em plena resposta a uma crise pandémica, os Estados-membros voltam a reunir para revitalizar o compromisso europeu com uma agenda social.

A Cimeira Social do Porto conta com a presença de 24 dos 27 chefes de Estado e de Governo da UE para discutir as áreas do Emprego, da Igualdade de Oportunidades, da Inclusão, da Proteção Social e da Saúde.  A cimeira decorre entre esta sexta-feira e sábado (7 e 8 de maio).

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