António Lopes da Fonseca: “Não podemos ter medo de enfrentar o Partido Socialista na República”

O  deputado falava na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares, que decorreram nos dois últimos dias no Four Views Oásis, no Caniço.

“Nós sabemos que o governo da república, sobretudo o governo liderado pelo atual Primeiro-ministro António Costa, tem armas que nós não temos. Não nos podemos esquecer da sua astúcia. Não podemos ter medo de enfrentar o Partido Socialista na República, não esquecendo que, infelizmente para nós, ainda é esse o governo que nos transfere uma parte do nosso orçamento regional. E isto não é nenhum favor”,  sublinhou esta sexta-feira o líder parlamentar do CDS-PP Madeira António Lopes da Fonseca.

O  deputado falava na sessão de encerramento das Jornadas Parlamentares, que decorreram nos dois últimos dias no Four Views Oásis, no Caniço.

“Não nos fizeram nenhum favor ao longo deste período da pandemia. E de lá, foram zero os cêntimos que vieram para a nossa região deste Governo da República”.

António Lopes da Fonseca vincou que o partido não vai permitir “que haja dois pesos e duas medidas” relativamente ao tratamento das Regiões Autónomas.

“A moratória foi arrancada a ferros da Assembleia da República e, até o aval que agora se anuncia que poderá eventualmente ser concretizado, foi praticamente pedido, através do senhor Presidente da República, que intercedesse junto do Primeiro-ministro”, realçou, acrescentando que os grupos parlamentares têm a responsabilidade de combater tudo aquilo que prejudicar a Região Autónoma da Madeira (RAM).

O centrista frisou que os partidos existem para servirem as populações e não para se servirem a si próprios “como temos visto, quer na Região, quer no Continente, em que determinados líderes muitas vezes em detrimento das populações, apenas se auto promovem”.

“Os madeirenses têm tido a sabedoria para, em momentos certos e oportunos, decidirem aquilo que melhor querem para os seus destinos. Provaram-no no passado dia 19 de setembro, quiseram um novo paradigma em que, pela primeira vez, a Região não teve um partido com maioria absoluta. Quiseram que essa experiência da partilha de ideias e propostas entre os dois partidos fosse a solução para a próxima legislatura e é isso que nós estamos a fazer, de uma forma responsável e, estas jornadas são a prova dessa responsabilidade e coesão”, sublinhou.

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