Apenas 30% dos estudantes do ensino superior terminam licenciatura em três anos

A OCDE indica também que o Estado português gasta onze mil dólares (9.900 euros) por estudante matriculado no ensino superior, um valor abaixo da média dos 15.600 dólares (14.100 euros).

Apenas 30% dos estudantes que ingressam no ensino superior em Portugal concluem a licenciatura nos três anos previstos, face à média de 39% nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

A conclusão é de um relatório da OCDE divulgado esta terça-feira, 10 de setembro, que destaca que “uma proporção relativamente alta de jovens estudantes” matricula-se o ensino superior em Portugal.

No espaço de seis anos, a percentagem de alunos a concluir uma licenciatura de três anos sobe para 65%, ainda assim abaixo da média da OCDE que se estabeleceu nos 67%.

“A conclusão do Ensino Superior permanece um desafio em Portugal”, lê-se no relatório “Education at Glance 2019” que aponta ainda que os cursos de engenharia, gestão e direito, são “os mais populares” por estarem associados aos rendimentos mais elevados.

O mencionado desafio reflete-se nos cerca de 12% dos estudantes que abandonam o Ensino Superior antes do início do segundo ano de faculdade. Em termos absolutos, em Portugal 24% dos estudantes abandona o Ensino Superior sem se licenciar, um número que deverá crescer para 26% no prazo de seis anos, pelos cálculos da OCDE.

A mão de obra qualificada em Portugal envelheceu na última década e a OCDE aponta o país como um dos que tem a população laboral mais velha do organismo. Apenas 25% dos adultos entre os 25  e os 64 anos de idade passaram pelo Ensino Superior, sendo que a média da OCDE toca os 40%. Os números representam uma “melhoria considerável face às décadas anteriores”, ainda assim.

A OCDE diz, ainda, que em 2018 35% dos jovens entre os 25 e os 34 anos tinham uma licenciatura, uma percentagem muito “mais alta” do que aquela verificada entre a população entre os 55 e os 64 anos, onde apenas 14% têm uma licenciatura.

Neste ambiente de Ensino Superior, Portugal apenas aparece acima da média da OCDE no que respeita à matricula de estudantes em mestrados. Neste ponto, a OCDE aponta que os últimos dados davam conta de 33% de estudantes matriculados em mestrados, quando a média é de apenas 16%. Quanto aos doutoramentos, os últimos dados da OCDE indicam que 6% da camada estudantil universitária em Portugal está matriculada no terceiro ciclo do Ensino Superior, um valor também acima da médida da OCDE (2%).

De um ponto de vista demográfico, cerca de 55% dos cerca de 2.100 estudantes doutorados em Portugal eram mulheres, um valor acima da média da OCDE (47%), sendo que 23% eram estrangeiros, valor abaixo da média (25%). Ainda em matéria de doutoramento, a idade média de um candidato ao terceiro ciclo do Ensino Superior é de 34 anos (média da OCDE é 29 anos), sendo que ao todo apenas 0,8% dos adultos portugueses possuem o grau de doutoramento (média da OCDE é 1,1%).

Estudar em Portugal sai mais barato?
A OCDE indica também que o Estado português gasta onze mil dólares (9.900 euros) por estudante matriculado no Ensino Superior, um valor abaixo da média dos 15.600 dólares (14.100 euros). “Entre 2010 e 2016, o total de gastos com o ensino básico e secundário permaneceu relativamente estável, considerando que as despesas com o Ensino Superior decresceram quase 20%. Contudo, tendo em conta que o número de estudantes do Ensino Superior caiu cerca de 15% no mesmo período as despesas por aluno diminuiram apenas 6%”, lê-se numa das conclusões da OCDE relativas ao Ensino Superior em portugal.

Ler mais
Recomendadas

Para onde viajar? Conheça as restrições de viagens aplicadas pelos países europeus

Um guia que explica se pode ou não ir na Europa, dadas as restrições impostas à circulação entre países resultantes da pandemia de Covid-19.

Reduza a sua pegada ecológica através da seleção dos seus alimentos

Prefira alimentos sazonais e locais, de forma a evitar os gastos de transporte. Tente respeitar as proporções das diferentes fatias da roda dos alimentos. Evite também o desperdício alimentar.

Não abandone o seu animal de estimação. Conheça algumas soluções caso vá de férias

Actualmente já existem várias soluções para quem não pode levar o seu companheiro de quatro patas. Existem hotéis para animais de estimação um pouco por todo o País.
Comentários