Atlantic Music Expo procura novas fontes de financiamento

Diretor da Associação Cabo Verde Cultural explicou que o governo cabo-verdiano continua a ser o principal financiado do evento, com 60% seguido da Câmara Municipal e outras empresas nacionais.

Augusto Veiga, diretor da Associação Cabo Verde Cultural, entidade que promove o AME- Atlantic Music Expo diz que a organização está à procura de novas fontes de financiamento para que possam ficar menos dependentes das entidades nacionais do país.

Em entrevista à margem da sessão de abertura da 7.ª edição do AME, numa cerimónia na Assembleia Nacional, Augusto Veiga referiu que o governo cabo-verdiano continua a ser o principal financiado do evento, com 60% seguido da Câmara Municipal e outras empresas nacionais.

“Neste momento, estamos a procura de financiamento em várias organizações africanas, na Europa e também nos Estados Unidos de América”, disse Augusto Veiga, que ainda acrescenta que “o AME é o maior veículo de exportação da música de Cabo Verde e se for trabalhado melhor e se tiver mais meios para comunicador será possível fazer ainda mais”.

Para obter mais recursos, Augusto Veiga aponta que a organização está a preparar dossier para a obtenção de financiamento fora de Cabo Verde e ainda ser mais “agressivos” internamento para se conseguir mais parceiros privados no país.

Sobre o financiamento do AME, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que foi a abertura, referiu que este evento é uma “marca muito forte” no calendário cultural do país, e que vai continuar a ser apoiado.

“Temos estado a participar com cerca de 10 mil contos, como foi o ano passado, e iremos continuar a apoiar porque estes eventos têm uma marca muito forte na promoção do país, não só interna como externa, numa aérea tão importante como é a cultura que contribui para a afirmação de Cabo Verde”, disse Ulisses Correia e Silva.

O AME foi lançado em 2013 pelo antigo Ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa, que participa na edição deste ano como artista e conferencista.

Desde o ano passado o AME passou para as mãos da Associação Cabo Verde Cultural, um consórcio de produtoras cabo-verdianas, na sequência da retirada do atual Ministério da Cultura e das Industrias Criativas da frente da organização. No entanto, o governo matem o apoio de 10 milhões de escudos (90 mil euros), através do Fundo do Turismo, num orçamento total do evento de 16 milhões de escudos (145 mil euros).

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