Autarca de Cabo Verde pede aos emigrantes para investirem no concelho de São Miguel

‟Para vencer a pobreza, vencer o subdesenvolvimento e criar oportunidade para os jovens e criar condições para ter mais investimento de emigrantes é preciso fazer aquilo que estamos a fazer”, diz Herménio Fernandes.

O presidente da Câmara Municipal de São Miguel, em Cabo Verde, pediu aos emigrantes para investirem no concelho, para que daqui a 10 anos o município se destaque entre os cinco municípios do país com melhores indicadores de desenvolvimento.

Herménio Fernandes fez esse pedido durante o quinto encontro com os emigrantes do concelho de São Miguel, no interior da ilha cabo-verdiana de Santiago, no âmbito da ‟Festa da Cidade”, promovido pela câmara municipal, na Vila Morgana.

O autarca, para quem São Miguel está a viver “bom momento”, aconselhou os emigrantes a investirem nas áreas como turismo, construção civil, pecuária e agricultura, conforme disse, para criar ‟riquezas e valores”, colocando capital e esforço para terem ‟mais rendimento”.

‟Para vencer a pobreza, vencer o subdesenvolvimento e criar oportunidade para os jovens e criar condições para ter mais investimento de emigrantes é preciso fazer aquilo que estamos a fazer”, destacou.

O edil micaelense afirmou que querem que os migrantes tenham condições de investir, por isso, reafirmou que precisam tirar o máximo proveito de todos os incentivos fiscais que é concedido no município e no país.

Por sua vez, o primeiro-ministro de Cabo Verde reconheceu o contributo da diáspora para o desenvolvimento do país, realçando a importância das remeças dos emigrantes para a economia, apoios as famílias e para o desenvolvimento local.

Ulisses Correia e Silva assegurou que o governo local está a criar condições para “melhorar, ainda mais,” a partição da diáspora no país, começando pela melhoria da qualidade de condições dos municípios e defendeu a necessidade de diversificar as economias dos concelhos rurais, principalmente em Santiago Norte, frisando que não se pode viver somente da agricultura.

Além disso, o líder do executivo cabo-verdiano fez saber que os trabalhos a serem feitos em São Miguel é para criar condições de ter turismo, reafirmando que lugares bem qualificados, ajudam a rentabilizar negócios, e que o turismo já começou a ter dimensão nesta região, nomeadamente na Ribeira de Principal. Ulisses Correia e Silva lembrou ainda que já está no Parlamento o estatuto do investidor emigrante, que dá um conjunto de facilidades ao nível de impostos e da alfândega, para facilitar investimento de emigrantes no país.

O emigrante Augusto Semedo, em declarações à Inforpress, considerou que o governo está a fazer “bom trabalho em todas as áreas” e pediu que continue no mesmo ritmo. Manifestou-se também satisfeito com os trabalhos realizados em São Miguel. Já Fátima Rodrigues, respondendo o repto lançado pelo presidente da câmara, disse que é preciso melhorar os processos na alfândega para que possam investir no município. “Se cumprirem as promessas feitas, os emigrantes ficam contentes e vamos continuar a enviar produtos e a investir no país”, afirmou à mesma agência noticiosa.

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