Autonomia financeira das empresas aumentou 0,4 pontos percentuais face ao fim de 2018 para 38,0%

A autonomia financeira das empresas não financeiras aumentou 0,4 p.p. face ao final de 2018 para 38,0%; e o custo do financiamento foi de 3,2%, igual ao registado no final do ano de 2018. Os dados são das Estatísticas das Empresas da Central de Balanços, do Banco de Portugal.

O Banco de Portugal publicou hoje as estatísticas das empresas da central de balanços relativas ao 2º trimestre de 2019. De acordo com elas, no 2º trimestre deste ano a rendibilidade bruta do ativo (EBITDA / total do ativo) das empresas não financeiras foi de 7,7%, valor idêntico ao trimestre anterior, mas inferior aos 7,9% registados no final de 2018.

Destaque para o facto de a rendibilidade das empresas privadas ter decrescido nos setores das indústrias, da eletricidade, gás e água, do comércio e dos outros serviços. Os setores da construção, dos transportes e armazenagem e das sedes sociais apresentaram aumentos no mesmo período.

Já as empresas públicas apresentaram uma redução da rendibilidade de 0,1 p.p., para 5,4%. Por classe de dimensão, a rendibilidade das PME não se alterou, situando-se nos 6,8%, e a das grandes empresas diminuiu 0,7 p.p., para 9,7%.

No que toca à autonomia financeira (capital próprio / total do ativo) das empresas não financeiras foi de 38%, o que corresponde a um aumento de 0,4 p.p. face ao final de 2018. Este aumento foi transversal à maioria dos sectores de atividade económica com exceção dos setores da eletricidade, gás e água e das sedes sociais que apresentaram reduções de 0,1 e 0,4 p.p., respetivamente. No setor da construção a autonomia financeira não se alterou. O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu 0,2 p.p., para 33,8% no final do segundo trimestre do ano.

Os dados são das Estatísticas das Empresas da Central de Balanços, do Banco de Portugal, mas foram trabalhados pelo Gabinete de Estudos Económicos.

Por seu turno, o custo do financiamento (juros suportados / financiamentos obtidos) foi de 3,2%, 0,2 p.p. inferior ao verificado no período homólogo (3,4%) e igual ao registado no final de 2018.

O rácio de cobertura de juros suportados (EBITDA / juros suportados) situou-se em 7,1, o que corresponde a um aumento de 0,5 face ao período homólogo. As empresas públicas registaram uma redução de 0,6 neste indicador, o que se traduziu num maior nível de pressão financeira. As empresas privadas apresentaram uma redução do nível de pressão financeira para a generalidade dos sectores de atividade económica, exceto o setor das indústrias, que apresentou um aumento, e o comércio que não se alterou.

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