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Lígia Simões
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“A carga fiscal em Portugal é marcante”, defende Carlos Lobo

Fiscalista e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defende que a taxa fiscal de uma empresa “pode efetivamente duplicar e isso é algo inerente à nossa própria estrutura que explica muito o movimento ao nível dos outros impostos, taxas e contribuições especiais”.

Fiscalista da EY alerta: IVAucher “aparece envolto em dificuldades técnicas de implementação”

Nas alterações de impostos indiretos no OE2021, Amílcar Nunes, Associate Partner da EY destaca “a figura mediática” do IVAucher, a pretexto da recuperação de alguns dos sectores mais afetados pela pandemia – a restauração, o alojamento e a cultura. Fiscalista deixa, porém, o aviso: “desde logo este mecanismo aparece envolto em dificuldades técnicas de implementação.

Proposta do OE2021 prevê “poucas alterações” em matéria de IRC

“Esta proposta de OE prevê poucas alterações em matéria de IRC e de impostos sobre o património. Numa primeira análise, mais simplista, até podemos dizer que é um fator positivo na medida em que promove a estabilidade e a segurança do sistema fiscal português”, afirma Pedro Fugas, partner da EY.

OE 2021: “Não há, efetivamente, um alívio fiscal para as famílias”, defende Anabela Silva da EY

Fiscalista da EY defende que proposta do OE2021 prevê, ao nível do IRS, apenas uma redução das taxas de retenção na fonte o que na prática trata-se de uma medida de “tesouraria” que visa aproximar o imposto cobrado aos contribuintes ao montante que é efetivamente devido, traduzindo-se num aumento do rendimento disponível mensal das famílias. Sem outras medidas, Anabela Silva sinaliza que não se reduz carga fiscal sobre as famílias.

Suspensão dos pagamentos por conta em 2021 é uma medida “altamente injusta”, diz SEAF

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF) defende que, ao contrário deste ano, a suspensão dos pagamentos por conta é uma medida que não faz sentido em 2021, porque apenas beneficiaria aquelas empresas que tiveram lucros em 2020 que foi um ano de crise. Avaliação de Mendonça Mendes surge no dia em que e votada a proposta do PSD que prevê esta medida com um impacto, segundo a UATO, de 1.500 milhões de euros.

Pandemia “acarreta” consequências económicas e sociais que “ainda são incalculáveis”, alerta Mendonça Mendes

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defende que a circunstância em que é apresentado o Orçamento do Estado para 2021 “é porventura a mais difícil das nossas vidas”. E alerta que a pandemia acarreta consequências económicas e sociais que “ainda são incalculáveis” na sua extensão devido à própria incerteza sobre a sua duração.
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