Banco de Inglaterra abre a porta a aumento das taxas de juro já em novembro

O banco central britânico estima uma inflação em novembro de 4%, bem acima do alvo de 2%, o que poderá obrigar a uma subida das taxas de juro diretoras já nesse mês, de forma a conter o sobreaquecimento da economia.

Sede do banco de Inglaterra | Rob Bodman/Reuters

O Banco de Inglaterra (BoE) abriu esta quinta-feira a porta a uma subida das taxas de juro diretoras já em novembro, perante a pressão que tem colocado o aumento de preços no país. Com a previsão de que a inflação atinja os 4% em novembro, o banco central britânico admite subir as taxas de referência ainda este ano, de forma a controlar o aquecimento da economia.

A subida dos preços da energia tem sido o principal motor do aumento de preços, com os produtores a passarem a incidência do aumento de custos aos consumidores, explica o BoE.

Assim, e numa postura mais agressiva do que, por exemplo, os seus congéneres norte-americanos, os membros do Comité de Política Monetária do organismo concordam que, caso seja necessário, o banco central deverá subir as taxas de juro ainda antes do fim programado do programa de compra de ativos em curso, que está previsto para o final deste ano.

A inflação no Reino Unido atingiu os 3,2% em agosto, uma subida em relação aos 2% registados em julho, valor que é igualmente o alvo do banco central daquele país para o médio e longo prazo. No entanto, os custos da energia, sobretudo do gás natural, constituem um fator de incerteza neste indicador, com os analistas do BoE a identificarem neste input um significativo risco de aumento da inflação.

Ainda assim, por enquanto, a autoridade monetária britânica manteve as taxas de juro diretoras invariáveis, sendo que estas se encontram, como na grande maioria das economias avançadas do mundo, em mínimos históricos, fruto de programas de compra de ativos que visaram apoiar a economia durante a pandemia.

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