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Bank of America: Mais de um terço dos gestores de fundos consideram que empresas estão a investir em excesso

O inquérito do Bank of America, transcrito pela publicação financeira Yahoo Finance, diz ainda que um quarto dos gestores de fundos inquiridos colocou a bolha da inteligência artificial (IA) como sendo o principal risco para os mercados e 30% referiu que o investimento em inteligência artificial por parte das grandes tecnológicas era a fonte mais provável de uma crise de crédito.
18 Fevereiro 2026, 10h47

Um inquérito elaborado pelo Bank of America, realizado junto de gestores de fundos, e transcrito pela publicação financeira Yahoo Finance, revela que 35% consideram que as empresas estão a investir em excesso, o que representa a percentagem mais elevada das últimas duas décadas. Este inquérito foi realizado entre 6 e 12 de fevereiro, teve 162 participantes, com ativos no valor de 440 mil milhões de dólares (371,8 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual).

Estes receios têm feito com que os investidores reduzam a exposição a ações do setor tecnológico.

O inquérito, do estrategista do Bank of America, Michael Hartnett, sublinha o Yahoo Finance, sublinha que a previsão aponta para que 2026 seja um ano de máximo ao nível das despesas de investimento, entre as empresas cotadas em bolsa, com as quatro principais tecnológicas, a gastarem cerca de 650 mil milhões de dólares (549,1 mil milhões de euros).

No caso da Amazon a previsão aponta para 200 mil milhões de dólares (169 mil milhões de euros) em despesas de investimento, enquanto que Google e Microsoft ficam-se pelos 185 mil milhões de dólares (156,2 mil milhões de euros) e 105 mil milhões de dólares (88,6 mil milhões de euros). A Meta prevê gastar 135 mil milhões de dólares (114 mil milhões de euros).

O inquérito do Bank of America diz ainda que um quarto dos gestores de fundos inquiridos colocou a bolha da inteligência artificial (IA) como sendo o principal risco para os mercados e 30% referiu que o investimento em inteligência artificial por parte das grandes tecnológicas era a fonte mais provável de uma crise de crédito.

É ainda referido no inquérito do Bank of America que o desinvestimento dos investidores quer em ações de tecnológicas como no dólar norte-americano está a ser compensado em setores como o da energia, materiais e nos bens de consumo essenciais. No caso do setor tecnológico a exposição desceu de 19% para 5%, representando a maior queda desde março de 2025. A rotação de ações norte-americanas quer para mercados emergentes quer para os mercados europeus é a mais elevada desde fevereiro de 2021. O inquérito salienta também que os gestores de fundos inquéritos apresentaram maior exposição a ações de pequena capitalização (small caps na tradução inglesa) face às de grande capitalização (large caps na tradução inglesa) desde abril de 2021.

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