Vários banqueiros centrais de todo o mundo expressaram a sua solidariedade com Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana, depois de este ser formalmente investigado pelo Departamento de Justiça em mais um capítulo da escalada de tensão com o presidente Trump.
Em comunicado conjunto, figuras como Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), e Andrew Bailey, presidente do Banco de Inglaterra (BoE), sublinham a “integridade” de Powell, que tem estado, dizem, “focado no seu mandato e com um compromisso inabalável com o interesse público”. Por outro lado, “a independência dos bancos centrais é um pilar da estabilidade financeira, de preços e económica”, algo que aparente estar sob ataque nos EUA.
A carta foi ainda assinada pelos líderes dos bancos centrais da Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Canadá, Coreia do Sul e Brasil. Além destes, François Villeroy de Galhau e Pablo Hernández de Cos, membros seniores do Conselho de Governadores do BCE, também assinaram a carta.
De notar foi a ausência de qualquer membro do Banco do Japão nesta carta, embora o texto mantenha em aberto a possibilidade de ser assinado posteriormente.
O líder da Reserva Federal tem estado há largos meses debaixo de fogo, dada a pressão de Trump. O presidente norte-americano tem repetido várias vezes a sua vontade em ver as taxas de juro baixarem e tem procurado minar a credibilidade e atuação de Powell, que se vê agora sob investigação.
Em específico, o presidente da Fed está a ser investigado a propósito do testemunho que deu ao Congresso em julho passado, quando foi convocado para explicar os custos da renovação da sede do banco central. Em carta, Powell visou diretamente a administração, acusando-a de uma tentativa de tomada de poder.
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