Barroca sugere que deputados chamem presidente executivo do grupo Lena para falar sobre empréstimos da CGD

Na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), o ex-administrador do grupo Lena mostrou-se surpreendido por ser chamado ao Parlamento para falar da dívida do grupo Lena à CGD e defendeu que seja Joaquim Paulo da Conceição a pronunciar-se sobre os empréstimos concedidos pela banca ao grupo.

O ex-administrador do grupo Lena, Joaquim Barroca, sugeriu esta quinta-feira que seja ouvido, na comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), o presidente executivo do grupo Lena, Joaquim Paulo da Conceição. Joaquim Barroca mostrou-se surpreendido por ser chamado ao Parlamento para falar da dívida do grupo Lena à CGD e defendeu que seja Joaquim Paulo da Conceição a pronunciar-se sobre os empréstimos concedidos pela banca ao grupo.

“Até me admirei por me chamarem a mim. Julguei que fosse por ser uma personalidade mediática”, afirmou Joaquim Barroca, em audição, na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da CGD e à Gestão do Banco, depois de ter sido confrontado pelos deputados sobre várias questões de matéria económica e financeira às quais não saiba dar resposta. “Não sei. Não sou capaz de responder. Não estava na área financeira”, foi repetindo em resposta na comissão.

Confrontado pelo deputado do PCP Duarte Alves sobre quem sugeria que viesse à comissão para falar sobre os negócios e créditos pedidos à banca, Joaquim Barroca sugeriu que os deputados chamem o presidente executivo do grupo Lena. “Não garanto [que consiga responder às perguntas que lhe foram colocadas], mas certamente terá mais informação que eu”, sustentou.

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