BCE corta projeções. PIB da zona euro deve crescer 1,1% este ano e 1,6% em 2020

O banco central espera agora que a economia da moeda única cresça 1,1% este ano (face aos 1,7% que esperava em dezembro) e 1,6% em 2020, o que também compara com a anterior previsão de 1,7%, afirmou o presidente do BCE, em conferência de imprensa após a reunião de política monetária do Conselho de Governadores.

Yves Herman/Reuters

O Banco Central Europeu (BCE) cortou esta quinta-feira em ligeira baixa as previsões para a expansão económica na zona euro este ano e em 2020, com Mario Draghi a salientar que a redução na projeção é “substancial”.

O banco central espera agora que a economia da moeda única cresça 1,1% este ano (face aos 1,7% que esperava em dezembro) e 1,6% em 2020, o que também compara com a anterior previsão de 1,7%, afirmou o presidente do BCE, em conferência de imprensa após a reunião de política monetária do Conselho de Governadores.

Para 2021, a projeção é de um crescimento de 1,5%.

Draghi recordou que o Produto Interno Bruto real da zona euro cresceu 0,2% em cadeira no quarto trimestre de 2018, face à expansão de 0,1% no trimestre anterior. “Os dados que recebemos têm continuado a ser fracos, em especial no setor da manufatura, reflectindo a desaceleração na procura externa aliada a alguns fatores relativos a países e setores específicos”.

O presidente do BCE sublinhou que “o impacto deste fatores estão a ser algo mais duradouro que previsto, o que sugeres que o outlook do crescimento a curto prazo deverá ser mais fraco do que inicialmente esperado”.

“Olhando para a frente, o efeito destes fatores adversos deverá desaparecer. A expansão da zona euro continuará a ser alicerçada pelas condições favoráveis de financiamento, mais ganhos no emprego e subidas nos salários e a atual – embora algo mais lenta – expansão na atividade global”, acrescentou.

Inflação vai abrandar

Em relação à inflação, as projeções do staff macroeconómico do BCE também indicam desaceleração. Para 2019, o banco central projeta que a inflação atinja os 1,2%, face aos 1,6% que previa em dezembro, enquanto no próximo ano a subida do índice HICP deverá ser 1,5% e de 1,6% em 2021.

“Em comparação com as projeções de dezembro, o outlook para a inflação foi revista em baixa ao longo do horizonte, refletindo especialmente as perspetivas mais fracas em relação ao crescimento económico no curto prazo”, referiu Draghi.

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[Atualizada às 14h05]

 

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