BCE vai manter taxas de juro baixas por mais tempo após nova meta de inflação

Na primeira reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu, após o anúncio das conclusões da revisão estratégica, a instituição reviu o ‘forward guidance’ para as taxas de juro, mantendo uma orientação “persistentemente acomodatícia da política monetária para cumprir o objectivo de inflação”.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve a política acomodatícia depois da revisão estratégica, na qual adoptou uma nova meta de inflação simétrica de 2%. O Conselho de Governadores, que reviu o forward guidance, comprometeu-se em manter as taxas de juro em mínimos históricos durante mais algum tempo com o objetivo de controlar os preços e alcançar a meta de inflação.

“As taxas de juro directoras do BCE têm estado perto do limite inferior há algum tempo e as perspetivas de médio prazo para a inflação ainda estão muito abaixo do objetivo do Conselho do BCE. Nestas condições, o Conselho do BCE reviu hoje o forward guidance para as taxas de juro. Fê-lo para sublinhar o compromisso de manter uma orientação persistentemente acomodatícia da política monetária para cumprir o objectivo de inflação”, assinala o Conselho de Governadores, em comunicado divulgado após a reunião desta quinta-feira.

O BCE explica que como apoio à meta simétrica de 2% para a inflação e em linha com a estratégia de política monetária, “espera que as taxas de juro directoras do BCE se mantenham nos atuais níveis ou inferiores até que a inflação atinja 2% bem antes do final do horizonte de projeção e de forma duradoura para o resto do horizonte de projeção”.

Frankfurt justifica que o progresso realizado na inflação subjacente está suficientemente avançado para ser consistente com a estabilização da inflação em 2% no médio prazo, o que também pode implicar um período transitório em que a inflação esteja moderadamente acima da meta.

Depois de confirmar a avaliar de junho das condições de financiamento e das perspetivas de inflação, o Conselho de Governadores reiterou continuar a esperar que as compras ao abrigo do programa de compra de emergência pandémica (PEPP) durante este trimestre “sejam realizadas a um aumento significativamente superior ao dos primeiros meses do ano”.

Deste modo, o BCE irá continuar a comprar ativos ao abrigo do PEEP até pelo menos ao final de março de 2022, “e em qualquer caso, até julgar que a fase de crise do coronavírus terminou”. De acordo com o comunicado de Frankfurt, a instituição liderada por Christine Lagarde irá comprar “com flexibilidade” de acordo com as condições de mercado e com o objetivo de evitar um agravamento das condições de financiamento que seja inconsistente com a redução do impacto na pandemia na trajetória projetada da inflação”.

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