BCP sobe quase 3% e puxa bolsa de Lisboa para terreno muito positivo

Os principais índices europeus encerraram a sessão desta quinta-feira em alta, com o britânico Footsie 100 a ser a exceção. Por cá o BCP e a Sonae lideraram a subida do índice que só registou perdas nas ações da EDP Renováveis, EDP, Novabase e Altri.

O ainda PSI-20 subiu 0,57% para 5.212,34 pontos ajudado pela subida das ações do BCP que fecharam a cotar 0,1284 euros (+2,97%).

A Sonae também disparou em bolsa ao avançar +3,35% para 0,8780 euros.

A subir mais de 1% estiveram os títulos da Corticeira Amorim (+1,76% para 11,56 euros); os da NOS que fecharam a ganhar +1,76% para 3,36 euros; os da Mota-Engil que avançaram +1,62% para 1,316 euros; os títulos da F. Ramada que cresceram +1,37% para 5,92 euros; dos CTT que valorizaram +1,25% para 4,45 euros e os da REN (+1,04% para 2,425 euros). A Pharol fechou em alta de +1%, depois dos resultados da Oi.

Apenas quatro títulos fecharam em queda. A EDP Renováveis liderou as perdas, ao cair -2,51% para 20,20 euros. A EDP recuou -0,35% para 4,50 euros.

O índice da bolsa de Lisboa que vai ser rebaptizado de PSI a partir de março do próximo ano, segundo um anúncio de hoje da Euronext, fechou a liderar as subidas (só superado pelo DAX).

O EuroStoxx 50 avançou 0,48% para 4.226,33 pontos e Stoxx 600 subiu 0,12%.

A Europa fechou mista, com o FTSE 100 de Londres a cair 0,37% para 7.193,2 pontos. O índice grego também recuou 0,68%.

A bolsa que mais subiu foi a alemã. O DAX valorizou 0,70% para 15.937,5 pontos. O analista de mercados do Millennium BCP, Ramiro Loureiro, destaca que “em termos empresariais a Deutsche Telekom reportou resultados que agradaram aos investidores, sendo a líder dos ganhos no universo Euro Stoxx 50”.

O CAC fechou a subir 0,36% para 6.882,47 pontos, o FTSE MIB sobe 0,38% para 26.557,8 pontos; e o IBEX fechou com uma subida ligeira de 0,04% para 8.979,4 pontos.

“Os principais índices europeus encerraram a sessão desta quinta-feira em alta, com o britânico Footsie 100 a ser a exceção apesar dos bons dados macro divulgados esta manhã referentes à economia britânica”, destaca o analista de mercados do Millennium investment banking.

A China divulgou um plano de cinco anos para maior regulamentação em áreas como segurança nacional, tecnologia e monopólios e deu a conhecer que o terceiro porto de contentores mais movimentado do mundo foi encerrado, após um trabalhador ter sido infetado com covid-19, podendo condicionar ainda mais a cadeia de fornecimento de bens a nível global, refere ainda o analista.

No plano macroeconómico a produção industrial da Zona Euro revelou uma maior desaceleração no ritmo de crescimento do que o previsto no mês de junho e os preços no produtor dos EUA cresceram mais do que o esperado no mês de julho.

A produção industrial na Europa registou um aumento de 9,7% em junho, face ao mesmo mês de 2020, mas um ligeiro recuo na comparação em cadeia, relativamente a maio, revelam os dados de hoje do Eurostat.

Em junho de 2021, a produção industrial aumentou 10,0% em Portugal, 9,7% na Zona Euro e 10,5% na UE a 27, em termos homólogos.

O euro sobe 0,02% para 1,1741 dólares.

No mercado de dívida pública, as bunds alemãs sobem 0,45 pontos base para -0,46%. Portugal tem os juros da OT a 10 anos em queda de 1,88 pontos base para 0,10%; Espanha também com juros a caírem 1,46 pontos base para 0,22% e Itália vê os juros recuarem 2,34 pontos base para 0,54%.

No mercado do petróleo o Brent cai 0,03% para 71,42 dólares, ao passo que nos EUA o crude WTI também recua 0,06% para 69,21 dólares.

Hoje foi notícia que a OPEP acredita que a procura de petróleo prevista para 2021 e 2022 se manterá, apesar do impacto na economia global da variante delta do novo coronavírus ser ainda uma grande incerteza.

Segundo a Lusa, embora os analistas do grupo dos 13 Estados, que controla 40% da produção global de petróleo, estimem um crescimento mundial de mais um ponto percentual tanto em 2021 (5,6%) como em 2022 (4,2%), mantiveram inalterada a previsão da procura de petróleo para aqueles dois anos. Assim, de acordo com o relatório, a procura prevista em 2021 permanece a mesma que a calculada há um mês, com um aumento anual de cerca de seis milhões de barris por dia, para 96,6 milhões de barris por dia.

Em 2022, essa procura crescerá mais 3,3 milhões de barris por dia para um total de 99,9 milhões de barris/dia, atingindo níveis pré-pandemia e ultrapassando a histórica marca dos 100 milhões de barris por dia pela primeira vez no último trimestre, avança a Lusa.

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