BE acusa causa governo regional do PS de anunciar planos que não concretiza

Eleições regionais nos Açores realizam-se em 25 de outubro. São 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) acusou hoje o Governo dos Açores, socialista, de anunciar planos “muito grandiosos” que depois não são concretizados, sublinhando que “é preciso uma mudança” nas eleições regionais de 25 de outubro.

Catarina Martins falava aos jornalistas após uma visita ao Centro de Controlo Oceânico da NAV Portugal na ilha de Santa Maria, no âmbito da campanha para as legislativas regionais, onde esteve acompanhada pelo coordenador regional do partido, António Lima, e pelo cabeça de lista pelo círculo da ilha, Pedro Amaral.

“Sempre que venho aos Açores oiço falar de tantos planos, sempre muito grandiosos e que depois nunca se concretizam. E ao longo destes anos, em que anunciam planos que nunca concretizam, alguns enriqueceram muito, a economia até cresceu, mas as desigualdades e a pobreza aumentaram nos Açores. Seguramente é preciso uma mudança”, afirmou a coordenadora bloquista.

Nesse sentido, Catarina Martins fez um “grande apelo” aos açorianos para que votem no dia 25 de outubro, compreendendo, no entanto, que em tempos de pandemia de covid-19 pode ser “difícil” acompanhar as propostas dos partidos e que possa até haver “o receio” de ir votar.

“Mas que ninguém se esqueça de que é nos momentos mais difíceis, quando as questões mais complicadas são levantadas, que é tão importante a participação de toda a gente”, acrescentou.

Catarina Martins lembrou que os Açores são a região do país com maiores índices de pobreza e de abandono escolar precoce, o que também atribui aos 24 anos de governação do PS no arquipélago.

“O PS tem maioria absoluta nos Açores há mais de duas décadas e vimos como a economia cresceu, mas como a pobreza também cresceu. Julgo que isto é um sinal de uma enorme necessidade de mudança”, reiterou.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

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Sem nomear diretamente os bloquistas, o líder do Executivo socialista saudou os partidos à esquerda, as duas deputadas não inscritas e o PAN por viabilizarem o documento e sublinhou: “a votação na generalidade é a votação da clarificação política”.

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Por seu lado, João Paulo Correia socorreu-se do argumento também defendido pela ministra do Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e considerou que quem vota contra “não está interessado em melhorar o Orçamento na especialidade”.
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