BE diz que é preciso acompanhar medidas de apoios, em particular para os pais

“Naturalmente, as medidas têm de ter algum tipo de apoio. Se as escolas não abrirem logo no início do ano, vai ser preciso apoio aos pais para que tomem conta das suas crianças, como tivemos em outros períodos”, sustentou Catarina Martins, à margem de uma manifestação contra a violência sobre mulheres, em Lisboa.

Catarina Martins
Catarina Martins

A coordenadora do BE considerou hoje que é necessário acompanhar as medidas anunciadas hoje pelo Governo para mitigar a propagação da pandemia de apoios, nomeadamente para os pais que têm de ficar com as crianças em casa.

“Naturalmente, as medidas têm de ter algum tipo de apoio. Se as escolas não abrirem logo no início do ano, vai ser preciso apoio aos pais para que tomem conta das suas crianças, como tivemos em outros períodos”, sustentou Catarina Martins, à margem de uma manifestação contra a violência sobre mulheres, em Lisboa.

As aulas vão recomeçar em 10 de janeiro depois das férias de Natal para conter a disseminação de casos de covid-19, anunciou hoje o primeiro-ministro, no final de uma reunião do Conselho de Ministros.

“Ainda não ouvi nada sobre isso [apoios para os encarregados de educação que ficam em casa com os filhos], esperamos que, entretanto, seja anunciado”, acrescentou.

Minutos depois de António Costa ter anunciado o conjunto de medidas que vão vigorar nas próximas semanas, face ao aumento no número de contágios pelo SARS-CoV-2, a coordenadora bloquista disse estar expectante para ouvir as medidas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Estamos a alargar a vacinação, e muito bem, mas é preciso gente para fazer a vacinação. Sabemos que com a vacinação, muitos dos casos de covid-19 serão não graves, e ainda bem, ou seja, não precisam de hospitalização, mas precisam de acompanhamento. Quer dizer que os cuidados primários de saúde ficam muito sobrecarregados”, completou.

Catarina Martins foi também interpelada sobre as declarações da ministra da Saúde, Marta Temida, que disse que o SNS precisava de profissionais mais resilientes.

“Lembro que vamos a caminho dos 20 milhões de horas extraordinárias este ano. Se há coisa que os profissionais de saúde provam é a sua dedicação, mas precisam de apoios, de mais gente”, considerou.

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