Bélgica e Holanda com pacientes reinfetados com o novo coronavírus

Depois de Hong Kong, surgem casos na Europa. A Organização Mundial de Saúde desvaloriza a situação porque considera que são situações “pontuais”. “Não ficou claro até agora se isso é um problema com o teste em si ou se houve pessoas que realmente foram infetadas pela segunda vez”, refere a OMS.

Manuel de Almeida/Lusa

Foram confirmados dois pacientes europeus reinfetados com a Covid-19 na Bélgica e Holanda, avançou a “Reuters” esta terça-feira, 25 de agosto.

O virologista belga Marc Van Ranst garantiu que o caso belga é de uma mulher que contraiu a Covid-19-19 pela primeira vez em março e novamente em junho e referiu ser provável o surgimento de novos casos de reinfeção. “Não sabemos se será um número grande. Acho que provavelmente não, mas veremos ”, apontou Marc Van Ranst à “Reuters”.

Os casos de pacientes infetados pela segunda vez vão ter influência na vacina, que segundo  Marc Van Ranst terá de ser reavaliada “a cada ano ou a cada dois ou três anos. Parece claro, que não teremos algo que funcione por, digamos, dez anos”.

Marc Van Ranst apontou que em casos como o da mulher belga, em que os sintomas são leves, o corpo pode não ter criado anticorpos suficientes para prevenir uma reinfeção, embora possam ter ajudado a limitar a doença.

Sobre os casos de reinfeção, a porta-voz da OMS Margaret Harris frisou que “de vez em quando, recebemos relatos anedóticos de pessoas que fizeram o teste com resultado negativo e depois positivo, mas não ficou claro até agora se isso é um problema com o teste em si ou se houve pessoas que realmente foram infetadas pela segunda vez”.

O Instituto Nacional de Saúde Pública da Holanda também mencionou um caso holandês de reinfeção. Em entrevista à emissora holandesa “NOS” citada pela “Reuters” a virologista e assessora do governo holandês Marion Koopmans descreveu que o paciente era uma pessoa idosa com um sistema imunológico enfraquecido.

“O fato de alguém aparecer com uma reinfeção não me deixa nervosa”, assegurou Marion Koopmans que acredita ser preciso aguardar para “ver se é algo que vai acontecer com frequência”.

Os casos europeus sucedem o anuncio dos cientistas de Hong Kong que reportaram um caso de reinfeção por coronavírus no território, de um homem de 33 anos que esteve infetado pela primeira vez em abril. O homem voltou a testar positivo num controlo de aeroporto depois de viajar de Espanha para o Reino Unido, segundo a “Al-Jazeera”.

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