Beta-i fatura 2,5 milhões de euros este ano

A consultora portuguesa de inovação colaborativa anunciou esta segunda-feira que a operação internacional representa quase metade do negócio (46%).

A Beta-i vai fechar o ano de 2020 com uma faturação consolidada de 2,5 milhões de euros. A consultora portuguesa de inovação colaborativa registou um crescimento da operação internacional (percentagem de variação não divulgada), que representa agora quase metade do negócio (46%), para 19 países.

A empresa, que tem escritórios em Portugal e no Brasil, garantiu esta segunda-feira que o montante de vendas está em linha com a meta estabelecida depois da reviravolta global provocada pela pandemia de Covid-19 – ou seja, houve uma revisão do outlook para 2020 em março.

O resultado positivo foi motivado por medidas como a liquidação da operação jurídica da associação que deu origem à Beta-i, a saída de empresas participadas e o redesenho do seu core business para as áreas de innovation (programas de inovação colaborativa entre empresas privadas e públicas, startups, universidades e outros agentes) e acceleration (desenvolvimento de ecossistemas early-stage em diferentes regiões, e adaptação das metodologias de aceleração para contextos empresariais).

“O cenário da pandemia apenas intensificou a velocidade de implementação de medidas que já estavam definidas, como o foco na inovação colaborativa; a expansão internacional e em indústrias de maior impacto, alinhadas com o futuro; a entrega dos nossos serviços de forma digital, adaptando a nossa oferta para as novas necessidades dos clientes; e sem dúvida a aposta na consolidação da nossa equipa e reforço dos valores num momento de crise transversal”, diz o cofundador e CEO.

Pedro Rocha Vieira refere, em comunicado enviado à imprensa, que a empresa pretende alavancar “diversidade de competências, mentalidades e formas de atuar da equipa para um novo ano ainda mais assertivo, com um portefólio de produtos capaz de proporcionar um valor claro e tangível para os clientes, startups e demais vozes do ecossistema”, bem como “promover um futuro coletivo que tem em conta as necessidades da sociedade, da economia e do crescimento dos negócios”.

O ano que está prestes a terminar foi marcado por uma renovação de imagem e posicionamento da Beta-i e desenvolvimento de 25 programas de inovação para 60 clientes provenientes de Angola, Austrália, Bélgica, Brasil, China, Áustria, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Singapura, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos, entre outros. Por exemplo, os programas de inovação Free Electrons e NextLap ou o Smart Open Lisboa / SOL Tomorrow, criado em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa para apoiar os cidadãos a enfrentar os desafios da vida quotidiana na era pós-Covid-19.

No Brasil, e a Beta-i está a trabalhar em modelo de bootstraping e a gerir projetos com a produtora de cervejas AmBev, a Sebrae, a EDP, O Boticário e a NEOOH.

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