Bitcoin é uma das maiores ameaças ao mercado em 2018, diz Deutsche Bank

O Deutsche Bank publicou uma apresentação sobre moedas digitais e diz que “classificamos as criptomoedas como um investimento de risco porque os aumentos de preços recentes são, em parte, baseados em especulações. A volatilidade é muito alta e atingiu 80% e o setor geralmente não está regulado … existe um risco apreciável de grandes perdas”.

Staff / Reuters

O vaticínio vem do alemão Deutsche Bank. O banco emitiu um relatório de mercado para 2018.

O documento, assinado pelo economista Chefe Torsten Slok, elenca 30 possíveis ameaças que poderiam prejudicar os mercados globais no próximo ano.

Ao lado de ameaças como “Coreia do Norte” e “Brexit”, está a bitcoin. Enquanto alguns investidores institucionais vêem bitcoin como uma oportunidade, muitos consideram uma ameaça.

A principal preocupação de Torsten Slok com a bitcoin é que os recém-chegados investidores institucionais que negociam derivativos de bitcoin,  possam ficar gravemente traumatizados se houver um grande crash das cotações da moeda virtual.

A inclusão do bitcoin ao lado de riscos como grandes eleições globais e eventos de mercado mostra a extensão do aumento notável da criptomoeda.

Na quinta-feira, o Deutsche Bank publicou uma apresentação sobre moedas digitais e diz que “classificamos as criptomoedas como um investimento de risco porque os aumentos de preços recentes são, em parte, baseados em especulações. A volatilidade é muito alta e atingiu 80% e todo o setor geralmente não está regulado … existe um risco apreciável de grandes perdas”.

A notícia do relatório foi avançada pela Bloomberg.

Eis a lista de ameaças apontadas pelo Deutsche Bank: 1. Subida da Inflação nos EUA no segundo trimestre 2. O BCE sinalizar o fim da compra de ativos no segundo trimestre 3. Aumento dos spreads entre obrigações de qualidade e as de maior risco nos EUA 4. Teste à nova liderança da FED 5. Inflação na Alemanha mais alta do que o esperado 6. Salários na Alemanha mais altos do que o esperado 7. Fim das taxas negativas em obrigações na UE 8. Mudança de liderança no Banco do Japão 9. Subida dos prémios nas obrigações do tesouro nos EUA e alemãs (Bund) 10. Desalinhamento entre as valorizações das ações nos EUA e os seus fundamentais 11. Correção das ações nos EUA 12. Aumento da volatilidade 13. Crash da bitcoin; impacto da confiança nos investidores particulares 14. Coreia do Norte 15. Impacto maior do que o previsto da reforma fiscal nos EUA 16. Continuação do aumento da desigualdade nos EUA 17. A investigação Mueller nos EUA 18. Eleições intercalares nos EUA 19. Eleições em Itália 20. Desenvolvimentos do Brexit 21. Novo governo no Reino Unido 22. Decisão de reverter o Brexit 23. Eleições presidenciais na Irlanda 24. Eleições locais no Reino Unido 25. Eleições presidenciais na Rússia 26. Subida dos preços das matérias-primas 27. Rebentar a bolha imobiliária no Canadá ou Austrália 28. Rebentar a bolha imobiliária na Suécia ou Noruega 29. Rebentar a bolha imobiliária na China associada a uma correção do mercado acionista chinês 30. Abrandamento do crescimento económico na China mais abrupto do que o esperado.

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