“Boa notícia para os EUA e para a economia global”. Vice do BCE reage à nomeação da Secretária do Tesouro de Biden

A escolha desta economista, que dirigiu a Reserva Federal (Fed), banco central dos Estados Unidos, entre 2014 a 2018, é “uma boa notícia para as economias dos Estados Unidos e do mundo”, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, acrescentando que falava “a título pessoal” durante uma conferência telefónica para apresentar um relatório semestral do BCE.

A anunciada nomeação para o departamento do Tesouro dos Estados Unidos de Janet Yellen, ex-presidente do banco central norte-americano, é “uma boa notícia para os EUA e para a economia global”, disse hoje o vice-presidente do BCE.

A escolha desta economista, que dirigiu a Reserva Federal (Fed), banco central dos Estados Unidos, entre 2014 a 2018, é “uma boa notícia para as economias dos Estados Unidos e do mundo”, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, acrescentando que falava “a título pessoal” durante uma conferência telefónica para apresentar um relatório semestral do BCE.

Se for confirmado pelo Senado dos EUA, Janet Yellen chefiará o departamento do Tesouro dos EUA com a missão de revitalizar a principal economia mundial, que foi atingida pela pandemia de covid-19.

“Janet Yellen sabe perfeitamente bem o que a economia dos EUA precisa” e “está perfeitamente consciente das implicações da política económica dos EUA (…) na economia mundial”, sublinhou o vice-presidente do BCE.

À frente da Reserva Federal, Yellen era vista pelos mercados como “uma pomba”, menos inclinada do que os “falcões” a aumentar as taxas de juro para evitar a inflação do que para promover o pleno emprego.

Desde o choque global causado pela pandemia de covid-19, tanto o BCE como a Fed têm vindo a socorrer os Estados para lhes permitir apoiar a atividade económica através de uma política monetária expansionista.

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