Bolsa de Lisboa continua a desvalorizar no dia de estreia da Greenvolt

 No dia da sua estreia, a Greenvolt que abriu sessão com perdas ,mantém a tendência negativa, com uma descida de 4,65% para 5,95 euros.

Cristina Bernardo

A bolsa portuguesa segue meio sessão, desta segunda-feira, em terreno negativo. O principal índice bolsista português (PSI-20) começou o dia a perder 1,13%, para 5,236.23 pontos e agora cai 1,61% para 5.214,03 pontos.

O Banco Comercial Português perde 4,79% para 0,1232 euros, a EDP energias de Portugal cedeu 0,90% para 4,53 euros, a Galp Energia recuou 1,23% para 8,16 euros. No dia da sua estreia, a Greenvolt que abriu sessão com perdas, mantém a tendência negativa, com uma descida de 4,65% para 5,95 euros.

Quanto às congéneres europeias, o francês CAC40 desvaloriza 2,33%, o alemão DAX perde 2,42%, o espanhol IBEX 35 cai 1,93%, o britânico FTSE perde 1,66%.

Além da entrada da Greenvolt na praça portuguesa Ramiro Loureiro destacou o alargamento do número de cotadas no índice alemão, que passou de DAX30 para DAX40 com a entrada do Hellofresh, Airbus e Zalando no índice.

Sobre os mercados europeus, o analista de mercados Ramiro Loureiro apontou que “as bolsas europeias estão em queda esta segunda-feira. A China está a trazer algum nervosismo para os investidores. Isto porque o Evergrande está em risco de colapsar, o que a suceder poderia ser o maior teste ao sistema financeiro do país nos últimos anos. Entre as manchetes internacionais há quem relembre o colapso do Lehman Brothers em 2008, ainda que os analistas não estabeleçam paralelo neste momento”.

“A China Evergrande reconheceu recentemente as dificuldades, perante cerca de 300 mil milhões de dólares de responsabilidades. Para além da forte presença no setor imobiliário, a mais preocupante, a Evergrande tem presença noutras áreas, incluindo futebol. Há múltiplos fundos de investimento com exposição a títulos do gigante imobiliário e por isso os receios espelham-se por outras regiões do globo. A marcar o sentimento está ainda a queda dos preços de matérias-primas como o minério de ferro, que só em setembro já tombou mais de 20%, e que está a afetar as empresas da indústria mineira”, referiu Ramiro Loureiro.

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