Bolsa de Lisboa fecha em alta em linha com Europa. EDP Renováveis dispara quase 4%

As ações da EDP e EDP Renováveis ajudaram o PSI-20 que fechou em alta acompanhando a tendência das bolsas europeias. Os analistas destacam a queda dos setor das viagens nos mercados de ações europeus.

Reuters

O PSI-20 fecha em alta de 0,69% para 5.560,44 pontos ajudada pela subida da EDP Renováveis de +3,85% para 22,68 euros. Já a EDP subiu +2,08% para 4,92 euros.

Esta foi a reação à notícia de que a EDP, através da EDP Renováveis, inaugurou hoje o seu primeiro projeto na Grécia, um parque eólico com uma capacidade total de 45 megawatts (MW) na zona de Livadi, no centro do país. O projeto contribui para a redução de aproximadamente 48 mil toneladas de emissões de CO2 por ano e será capaz de fornecer energia a mais de 28 mil lares.

“O parque eólico de Livadi é um passo importante para a EDP e marca o nosso primeiro projeto na Grécia. O compromisso do país para com as energias renováveis representa uma grande oportunidade para a empresa e planeamos continuar a explorar oportunidades que reforcem a nossa posição de liderança no setor e impulsionem a transição energética do país”, afirmou o presidente da EDP e da EDPR, Miguel Stilwell d’Andrade, que esteve hoje presente na inauguração do projeto.

Os planos da EDPR passam por duplicar a dimensão da sua presença na Grécia até 2025, atingindo perto de 500 MW de capacidade instalada e mais de 500 milhões de euros de investimento nos próximos anos.

Para além da EDP, destaca-se mais uma subida da Ramada que hoje fechou com ganhos de +2,45% para 6,68 euros.

No verde destaca-se também a subida da Altri (+1,09% para 5,08 euros) e da Semapa (+1,02% para 11,84 euros).

Em queda destacam-se as ações dos CTT (-1,29% para 4,22 euros); da Sonae (-1,26% para 0,9790 euros) e da NOS (-1,05% para 3,40 euros).

Os analistas da Mtrader, destacam que as praças europeias encerraram em alta, num dia em que os mercados acionistas norte-americanos se encontram encerrados devido a feriado do Dia de Ação de Graças, nos Estados Unidos.

O EuroStoxx 50 avançou 0,40% para 4.293,24 pontos e o Stoxx 600 subiu 0,42%.

Nas principais praças, o FTSE 100 de Londres subiu 0,34% para 7.311,15 pontos; o CAC 40 ganhou 0,42% para 7.072 pontos; o DAX subiu 0,21% para 15.912,4 pontos; e o IBEX valorizou 0,59% para 8.843,7 pontos. A exceção foi Milão que caiu 0,06% para 27.094 pontos.

“O volume de negociação foi assim mais reduzido com o Euro Stoxx 50 a ter um turnover 31,9% abaixo da média dos últimos 20 dias. O setor de Viagens & Lazer foi o mais castigado, pressionado pelo recuo superior a 15% da Evolution, após a conference call não ter acalmado os investidores quanto às acusações de concorrentes de que opera em alguns países sem licença”, refere Ramiro Loureiro, analista do Millennium BCP, na sua análise de fecho dos mercados.

O sector de telecomunicações também recuou, perante notas de imprensa de que o Governo Italiano está a considerar um novo limite para os contratos de banda larga. “No seio empresarial a Remy Cointreau liderou as valorizações no universo Stoxx600, ao subir mais de 13%, após reportar os resultados do primeiro semestre”, adianta o analista.

No plano macroeconómico foi revelado que os preços no produtor em Espanha dispararam 31,9% em outubro, a maior variação desde que o índice começou a ser medido em 1976, principalmente impulsionado pela subida de 87,3% nos preços de energia

O euro sobe 0,11% para 1,1211 dólares.

No mercado de dívida pública as obrigações do tesouro alemão a 10 anos caem 2,30 pontos base para -0,25%. Já Portugal tem os juros em queda de 1,62 pontos base para 0,43%; Espanha vê os juros recuarem 1,52 pontos base para 0,51% e Itália -1,91 pontos base para 1,05%.

O Brent mantém-se inalterado nos 82,25 dólares o barril.

 

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