Bolsa de São Paulo cai 4,25% com novas restrições na Europa face à pandemia

A bolsa paulista registou assim a sua quarta queda consecutiva, enquanto o dólar norte-americano continua a subir e hoje valorizou 1,31%, fechando a sua cotação em 5,75 reais (0,85 cêntimos de euro) para compra e venda.

A bolsa de São Paulo caiu hoje 4,25% e o seu principal índice, Ibovespa, fechou a 95.368 pontos, pressionado pelas novas restrições adotadas na Europa para conter a segunda onda da pandemia de covid-19.

A bolsa paulista registou assim a sua quarta queda consecutiva, enquanto o dólar norte-americano continua a subir e hoje valorizou 1,31%, fechando a sua cotação em 5,75 reais (0,85 cêntimos de euro) para compra e venda.

A moeda norte-americana atingiu 5,79 reais durante o dia, o maior valor desde meados de maio, o que obrigou o Banco Central do Brasil a intervir e injetar mais de mil milhões de dólares (mais de 850 milhões de euros) no mercado de câmbio.

A bolsa de valores de São Paulo seguiu na esteira dos restantes mercados internacionais, que viram as sessões tingidas de vermelho devido à incerteza em torno das consequências e da magnitude da segunda onda da pandemia do novo coronavírus.

As duas maiores economias da União Europeia (UE), França e Alemanha, anunciaram hoje novas medidas de distanciamento social, incluindo o encerramento de bares e restaurantes e a paralisação de outras atividades não essenciais.

Os investidores observam com preocupação a deriva da pandemia e temem que o processo de recuperação económica não seja tão rápido quanto acreditavam.

Ao medo pela segunda onda de covid-19 na Europa, soma-se a incerteza devido à derrapagem fiscal no Brasil.

Os agentes económicos avaliam que a agenda de reformas, inclusive a administrativa, e o ajuste fiscal do Governo não estão a avançar no Congresso, algo que consideram fundamental para reequilibrar as já enfraquecidas contas públicas do país.

O défice público nominal atingiu, no acumulado anual até agosto, o equivalente a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em comparação com os 5,89% alcançados no mesmo período de 2019, enquanto que a dívida bruta disparou para 88,8% do PIB.

No total, a bolsa de São Paulo perdeu 4.236 unidades na sua pontuação acumulada.

O volume de negócios atingiu 29.339 milhões de reais (cerca de 4,34 milhões de euros), num total de 3.975.643 operações financeiras, segundo dados preliminares ao final da sessão.

Praticamente nenhum valor da bolsa encerrou o dia em positivo e entre as maiores perdas ficou o setor de aviação, com quedas de 9,58% e 9,03% nas ações das companhias aéreas Azul e Gol, respetivamente.

Os títulos mais negociados da sessão foram os ordinários da administradora de comércio Via Varejo (-7,36%) e os preferenciais da petrolífera estatal Petrobras (-6,09%) e do banco Bradesco (-5,66%).

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