Bolsa nacional acompanha Europa, dominada pelo tema Brexit

Em Lisboa, há quinze empresas cotadas a negociar em alta, uma em baixa e duas sem variação.

O principal índice bolsista português (PSI 20) soma 0,57%, para 5.005,61 pontos, em linha com as principais congéneres europeias esta segunda-feira, 21 de outubro. O Brexit domina as atenções depois do parlamento britânico ter aprovado no sábado uma emenda que suspendeu a votação do acordo assinado entre Boris Johnson e a União Europeia.

Os deputados britânicos aprovaram a emenda Letwin (322 votos favoráveis e 306 contra) que suspende a aprovação do acordo de saída do Reino Unido da União Europeia até que a legislação que implementa o acordo seja aprovado no parlamento. Depois desta votação, Boris Johnson viu-se obrigado, devido à “Lei Benn”, a remeter a Bruxelas uma carta a pedir que a data do Brexit seja prolongada para lá de 31 de outubro. A legislação que implementa o acordo deverá agora ser votada durante esta semana.

Em Lisboa, há quinze empresas cotadas a negociar em alta, uma em baixa e duas sem variação. Destaque para o grupo EDP, que foi alvo de uma revisão em alta por parte do JP Morgan, e para a Moata-Engil que decidiu aumentar o valor da emissão de obrigações para o retalho.

A Mota-Engil decidiu aumentar o valor da oferta pública de subscrição de obrigações que está a decorrer, um sinal de que a procura pelos títulos está a ser elevada. A construtora pretende agora emitir até 140 milhões de euros, quase o dobro do anunciado quando a operação foi lançada (75 milhões de euros).

O JPMorgan melhorou a recomendação das ações da EDP de “neutral” para “overweight” e o preço-alvo de 3,45 euros para 4,00 euros, noticiou a Bloomberg. A nova avaliação representa uma subida de 16% no preço-alvo e incorpora um potencial de valorização 14% face à cotação de sexta-feira das ações da EDP (3,52 euros). A empresa liderada por António Mexia soma 0,43%, para 3,53.

A Mota-Engil, por sua vez, decidiu aumentar o valor da oferta pública de subscrição de obrigações que está a decorrer, um sinal de que a procura pelos títulos está a ser elevada. A construtora pretende agora emitir até 140 milhões de euros, quase o dobro dos 75 milhões de euros anunciados. Esta é uma prática comum entre os emitentes, que esperam pelo desenrolar da oferta para perceberem qual está a ser a procura e, assim, fixar o montante máximo a emitir. A construtora avança 1,14%, para 1,95 euros.

Os títulos das papeleiras Altri (1,49%) e Navigator (1,41%) e do BCP (1,60%) também impulsionam o PSI 20.

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