Bolsonaro diz que subsídios para os mais pobres na luta contra a pandemia não são eternos

De acordo com a imprensa brasileira, Bolsonaro justifica o aumento da despesa pública com a atribuição de subsídios aos mais carenciados, para mitigar efeitos da pandemia da Covid-19. Contudo, o presidente do Brasil diz que apoios não são para sempre.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou esta terça-feira que os subsídios para as camadas mais pobres da população brasileira “não podem ser para sempre”. O governo de Bolsonaro aprovou a atribuição de mais ajudas às camadas mais fragilizadas da população brasileira, no contexto da luta contra a pandemia do novo coronavírus.

“O auxílio emergencial, infelizmente para os demagogos e comunistas, não pode ser para sempre”, escreveu Bolsonaro na sua conta Twitter.

Apesar da aprovação do denominado “auxílio emergencial”, o presidente do Brasil garantiu que a “responsabilidade fiscal” é uma das suas prioridades e, por isso, passou a mensagem de que o aumento de subsídios aos mais pobre não vai elevar a despesa pública brasileira.

De acordo com a imprensa brasileira, os ministros do governo de Bolsonaro estão preocupados com o aumento da despesa pública por via de subsídios e, por isso, estudam fórmulas de ajudar expandir a despesa sem comprometer ainda mais a economia brasileira.

“O meu governo procura antecipar-se aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021, caso nada se faça para atender a essa massa que tudo, ou quase tudo, perdeu”, acrescentou Bolsonaro no Twitter.

A atribuição e o valor dos subsídios sociais tem vindo a aumentar no Brasil, desde abril, como forma de minimizar o impacto da pandemia que naquele paíse já vitimou mortalmente mais de 140 mil pessoas. Há 4,7 milhões de doentes com Covid-19 no Brasil.

Aproximadamente, 40 milhões de pessoas das classes menos favorecidas recebiam quase 200 reais por mês através do programa Bolsa Família, criado em 2003 pelo governo de Lula da Silva. Com a pandemia, o valor do apoio foi aumentado para 600 reais, abrangendo cerca de 65 milhões de pessoas.

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