Boris Johnson diz que ‘backstop’ “simplesmente tem de sair” do acordo para o Brexit

O primeiro-ministro britânico disse esta quarta-feira o Reino Unido “não pode aceitar” o atual acordo de saída da União Europeia e que o mecanismo de salvaguarda para a fronteira irlandesa “tem de sair” do texto.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou esta quarta-feira o Reino Unido “não pode aceitar” o atual acordo de saída da União Europeia (UE) e que o mecanismo de salvaguarda para a fronteira irlandesa “tem de sair” do texto.

“O ‘backstop’, esse mecanismo em especial que, penso, terá efeitos graves num país democrático, simplesmente tem de sair”, para evitar uma saída do Reino Unido da UE sem acordo, disse Johnson à imprensa após um encontro em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Sem o ‘backstop’, insistiu, a negociação de um novo acordo poderia evoluir rapidamente e, assegurou, “existe uma ampla margem” para um bom acordo. “Só quero ser absolutamente claro com os nossos amigos alemães e com o governo alemão: o Reino Unido quer um acordo”, disse.

Johnson pediu na segunda-feira à UE para reabrir as negociações do ‘Brexit’ e prescindir do mecanismo de salvaguarda da fronteira entre Irlandas, o ‘backstop’, o mecanismo que se destina a evitar a imposição de uma fronteira física entre a Irlanda, membro da UE, e a Irlanda do Norte, província do Reino Unido.

O mecanismo, que mantém o Reino Unido alinhado com as regras do mercado comum até ser assinado um acordo de comércio livre entre o país e a UE, é “inegociável” para os 27 Estados-membros, que o consideram a única hipótese viável de manter a paz na Irlanda.

A posição foi aliás reiterada na terça-feira por Angela Merkel, que frisou a importância do ‘backstop’ enquanto garante da paz na Irlanda, mas admitiu avaliar alternativas “práticas”, para o que, assegurou, não é preciso renegociar o acordo de saída.

A chanceler alemã frisou que a questão do ‘backstop’ se enquadra na relação futura entre a União Europeia (UE) e o Reino Unido, a chamada Declaração Política, pelo que “não há necessidade de reabrir o acordo de saída”.

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