Brasil reduz défice externo em 82,3% entre janeiro e outubro

Nos últimos 12 meses até outubro, o défice nas transações externas totalizou 15,3 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros), o equivalente a 1,04% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor saldo acumulado desde fevereiro de 2018 (0,97% do PIB).

O Brasil registou um défice nas suas transações externas de 7,58 mil milhões de dólares (6,37 mil milhões de euros) entre janeiro e outubro, valor 82,3% inferior face ao mesmo período de 2019, segundo fontes oficiais.

Os dados, avançados hoje pelo Banco Central do país, indicam que o resultado acumulado nos 10 primeiros meses do ano é o melhor para esse período desde 2007, quando a maior economia sul-americana registou um superávite de 2,53 mil milhões de dólares (2,13 mil milhões de euros).

A balança comercial brasileira aumentou o seu superávite de 32,4 mil milhões de dólares (27,26 mil milhões de euros) para 41,5 mil milhões de dólares (34,8 mil milhões de euros) entre janeiro e outubro deste ano.

Nos últimos 12 meses até outubro, o défice nas transações externas totalizou 15,3 mil milhões de dólares (12,8 mil milhões de euros), o equivalente a 1,04% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor saldo acumulado desde fevereiro de 2018 (0,97% do PIB).

Apenas em outubro passado, o Brasil reportou um superávite externo de 1,47 mil milhões de dólares (1,24 mil milhões de euros), frente ao défice de cerca de oito mil milhões de dólares (6,76 mil milhões de euros) no mesmo mês do ano passado.

A expectativa do Banco Central é que o Brasil encerre 2020 com um défice externo de cerca de 10,2 mil milhões de dólares (8,56 mil milhões de euros), o que equivaleria ao menor valor dos últimos 13 anos, devido ao impacto causado pela pandemia do novo coronavírus, que causou uma forte queda na atividade económica global.

Por outro lado, os investimentos diretos no país alcançaram 31,9 mil milhões de dólares (26,7 mil milhões de euros) entre janeiro e outubro deste ano, 44,6% a menos em relação ao mesmo período de 2019.

Em outubro, os investimentos chegaram a apenas 1,7 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros), diante dos 8,22 mil milhões de dólares (6,90 mil milhões de euros) no mesmo mês do ano passado.

As reservas internacionais ficaram em 354,5 mil milhões de dólares (297,45 mil milhões de euros), o que representa uma redução de cerca de 2,1 mil milhões de dólares (1,76 mil milhões de euros) face a setembro último, devido às intervenções do Banco Central do Brasil para atenuar a forte valorização do dólar face ao real.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos (mais de 6,1 milhões de casos e 170.115 óbitos), depois dos Estados Unidos.

A pandemia do novo coronavírus interrompeu o processo de recuperação económica que o Brasil vinha alcançando após a grande recessão de 2015 e 2016, quando o seu PIB caiu cerca de sete pontos.

Segundo as projeções do Governo e de analistas consultados pelo Banco Central, a economia brasileira vai retrair entre 4% e 5% neste ano, embora se espere uma recuperação superior a 3% em 2021.

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