Brexit: Sector da cortiça continua a olhar com otimismo para o Reino Unido

Em 2019, o Reino unido ocupou o sexto lugar nas exportações portuguesas de cortiça. Este é um mercado para o qual o sector duplicou as suas exportações na última década “e para o qual continuamos a olhar com otimismo”, garantiu a APCOR.

O sector da cortiça continua a olhar “com otimismo” para o Reino Unido, mesmo após o anúncio da saída da União Europeia (Brexit), afastando a hipótese de um impacto direto “muito relevante”, adiantou a APCOR à agência Lusa.

“Apesar de não estimarmos um impacto direto muito relevante no nosso setor, o mesmo poderá acontecer por via do efeito nos nossos clientes, tendo em conta que dos 4,4 mil milhões de dólares de vinho importados pelo Reino Unido em 2019, mais de 70% têm origem na União Europeia”, considerou, em resposta à Lusa, a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR).

Em 2019, o Reino unido ocupou o sexto lugar nas exportações portuguesas de cortiça. Este é um mercado para o qual o setor duplicou as suas exportações na última década “e para o qual continuamos a olhar com otimismo”, garantiu a associação.

Fundada em 1956, a APCOR é uma associação patronal que representa 278 empresas, responsáveis por 80% do volume de negócios do setor.

Um novo Acordo de Comércio e Cooperação, concluído em 24 de dezembro, entrou em vigor às 23:00 de 31 de dezembro (a mesma hora em Londres e meia-noite em Bruxelas), para suceder ao período de transição pós-Brexit, durante o qual o Reino Unido manteve acesso ao mercado único e o respeito pelas regras europeias.

Rompidos os últimos laços de uma relação de quase 50 anos, o acordo garante o acesso mútuo dos produtos aos dois mercados sem quotas nem taxas aduaneiras, mas passam a existir uma série de barreiras comerciais, como mais controlos aduaneiros e burocracia nas transações económicas.

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