Cabo Verde cria seguro de vida de 27 mil euros aos trabalhadores de saúde

O anúncio foi feito pelo ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, para dar a conhecer as decisões do Conselho de Ministros.

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O Governo cabo-verdiano aprovou hoje um projeto de resolução que estabelece um seguro de vida de 27 mil euros aos profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na linha da frente do combate ao novo coronavírus.

O anúncio foi feito pelo ministro de Estado, Fernando Elísio Freire, em conferência de imprensa, na cidade da Praia, para dar a conhecer as decisões do Conselho de Ministros, notando que se trata de uma “medida muito importante”, tendo em conta que esses profissionais têm feito um “combate extraordinário, com grande espírito de sacrifício e estando sempre presentes”.

“Se há uma grande luta neste país para ganharmos a guerra contra o vírus, temos que dar muito desse crédito aos profissionais de saúde, porque estão na linha da frente, estão a trabalhar arduamente”, salientou o ministro.

Segundo o porta-voz do Governo, após a criação das condições a nível dos equipamentos de proteção individual, era preciso dar o passo seguinte, que é criar um seguro de vida para os profissionais de saúde, em caso de morte durante o combate à doença.

O Governo cria o seguro de saúde e, segundo o ministro, o beneficiário será quem o trabalhador do SNS indicar e, em caso de não indicar ninguém, serão os seus herdeiros legalmente reconhecidos.

A regulamentação do seguro será feita pelo Ministério da Saúde e da Segurança Social, disse ainda segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, indicando que o seguro é de 3 milhões de escudos (27 mil euros).

“É uma medida extremamente importante, que permite aumentar a capacidade de intervenção dos profissionais de saúde, mas também é um ato e um gesto de reconhecimento e proteção dos profissionais de saúde perante esta situação que o país está a passar da pandemia”, referiu.

Em 17 março, dois dias antes de Cabo Verde ter registado o primeiro caso de covid-19, a Ordem dos Médicos Cabo-verdianos (OMC) recomendou a adoção de um subsídio de risco para o pessoal com suspeita ou confirmação de exposição a doentes com o novo coronavírus.

O diretor nacional de Saúde, Artur Correia, informou em 26 de abril que dois médicos do Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, foram infetados, e no início de maio indicou mais sete profissionais de saúde contaminados no Hospital Psiquiátrico de Trindade, também na Praia.

Cabo Verde já diagnosticou um acumulado de 362 casos de covid-19, desde 19 de março, nas ilhas de Santiago (303), Boa Vista (56) e São Vicente (03).

Do total, três resultaram em óbitos, 130 foram considerados recuperados, dois foram transferidos para os seus países e o país tem neste momento 227 doentes ativos, e todos na ilha de Santiago.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infetou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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