Cabo Verde: dez mil trabalhadores do turismo deverão receber vacina na primeira fase

Olavo Correia, também titular da pasta das Finanças, fez essas declarações durante um encontro com os empresários locais, de diferentes áreas de atuação, micro, média e pequenas empresas, num dos hotéis da cidade turística de Santa Maria.

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, assegurou este fim de semana, no Sal, que cerca de dez mil funcionários ligados ao sector turístico vão ser beneficiados com a vacina, numa primeira fase, visando proteger os turistas que visitam este país africano.

Olavo Correia, também titular da pasta das Finanças, fez essas declarações durante um encontro com os empresários locais, de diferentes áreas de atuação, micro, média e pequenas empresas, num dos hotéis da cidade turística de Santa Maria.

Segundo o governante, enquanto a vacina não chega a Cabo Verde, o que importa, é fazer “um bom combate” em relação à gestão da pandemia, já que, conforme referiu, os dados recebidos são contraditórios, mas a vacina desperta uma “nova esperança”.

“Temos um plano de vacinação em curso, que numa primeira fase vai beneficiar e priorizar cerca de dez mil funcionários que estão na área do turismo, precisamente para protegermos os turistas da infeção”, reiterou, destacando todo o trabalho diplomático com “todos” os países europeus, isto é, os 27 países da União Europeia, também conseguido com o apoio da operadora TUI.

“Mas, como sabemos, este quadro não depende apenas de Cabo Verde, mas da evolução internacional, e os últimos dados têm sido de elevada preocupação”, ponderou.

Olavo Correia apontou, ainda, que o Governo lançou programas de capacitação de profissionais do turismo, tendo abrangido cerca de 2500 laboriosos da área, estando também a trabalhar no lançamento de novos produtos turísticos, para novos nichos de mercado.

“Estamos também a preparar um pacote muito forte de promoção do turismo, quer interno quer internacional”, revelou, avançando, por outro lado, as novas medidas tomadas no quadro do Orçamento de Estado para 2021, de ideias que o Governo tem de medidas adicionais, em relação à retoma económica.

Neste particular, Olavo Correia falou do ‘lay-off’ praticamente na terceira fase, previsto para se estender até março de 2021, as moratórias de crédito que também devem ir a até setembro deste ano.

“É um desafio para a economia cabo-verdiana. Não vale a pena estarmos aqui a fingir, porque muitos destes empréstimos tratados hoje como moratórias para setembro ou dezembro de 2021…vamos chegar o momento em que esses empréstimos têm de ser pagos”, acautelou.

“E, se as empresas estiverem numa situação periclitante do ponto de vista da tesouraria e a retoma for lenta, dificilmente as empresas terão condições para fazer face a essas obrigações. Portanto, é um desafio que tem que ser antecipado – que estamos a trabalhar -, para que possamos encontrar as melhores condições para que as empresas possam continuar vivas”, alertou.

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