Exportações de Cabo Verde cresceram 44% em 2018

Entre os países fornecedores de Cabo Verde, Portugal lidera com 40,6% do total das importações (2,3 pontos percentuais a menos em relação ao ano anterior), seguido de Espanha com 13,9% e os Países Baixos com 6,3%.

Peter Nicholls/Reuters

Os dados provisórios do Comércio Externo de 2018, divulgados esta segunda-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), indicam que as exportações de Cabo Verde totalizaram 64 milhões de euros, (mais 19,7 milhões euros) face ao ano anterior, revelando um acréscimo de 44,3%.

Segundo o INE as importações diminuíram 1,2% face ao ano 2017, enquanto as reexportações aumentaram em 13,7% comparativamente ao ano de 2017. O Instituto Nacional de Estatística indicou ainda que no ano de 2018, o deficit da balança comercial diminuiu 4,3% e a taxa de cobertura aumentou em 3,0 pontos percentuais.

O INE indica que “a Europa, continua sendo o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo cerca de 95,9% do total das exportações cabo-verdianas” com Espanha a liderar o ranking dos principais clientes de Cabo Verde na zona económica europeia, representando, no ano 2018, “78,4% do total das exportações”.

Há semelhança dos dados dos anos anteriores relativo às Estatísticas do Comércio Externo, as principais exportações feitas por Cabo Verde, foram os preparados e conservas de peixes, representando 60,9%, os peixes, os crustáceos e moluscos, posicionam-se em segundo lugar com 18,1% do total e, os vestuários ocupam o terceiro lugar com um peso de 8,9%.

Se a Europa é o principal destino das exportações nacionais, é também o principal mercado fornecedor de bens e produtos da economia nacional. Ao todo, durante o ano passado, 78% das importações cabo-verdianas vieram da Europa seguido de Ásia/Oceânia (11,0%), América (6,2%), África (2,6%) e o Resto do Mundo (2,2%).

Entre os países fornecedores de Cabo Verde, Portugal lidera com 40,6% do total das importações (2,3 pontos percentuais a menos em relação ao ano anterior), seguido de Espanha com 13,9% e Países Baixos com 6,3%.

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