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Cabo Verde: indicador de clima económico com novo recorde no segundo trimestre

Resultados do inquérito de conjuntura aos agentes económicos de Cabo Verde, que foram divulgados esta segunda-feira, apontam para uma “conjuntura económica favorável” entre abril e junho, com o indicador do clima a continuar “a tendência ascendente” em relação ao primeiro trimestre.
13 Agosto 2025, 16h06

O indicador de clima económico de Cabo Verde ultrapassou expressivamente, no segundo trimestre, o valor registado no mesmo período de 2024, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano, deixando claro o otimismo dos empresários de vários setores.

Os resultados do inquérito de conjuntura aos agentes económicos de Cabo Verde, que foram divulgados esta segunda-feira, apontam para uma “conjuntura económica favorável” entre abril e junho, com o indicador do clima económico a continuar “a tendência ascendente” em relação ao primeiro trimestre.

O índice atingiu os 20 pontos – um valor recorde – de acordo com a tabela publicada pelo INE, ultrapassando os 17 pontos do trimestre anterior.

O indicador de confiança também apresentou uma evolução positiva no segundo trimestre, comparativamente ao dos meses homólogos.

A contribuir para os resultados favoráveis do indicador de clima económico, que é feito com base num inquérito a empresários sobre a situação geral das respetivas empresas, estão as análises positivas dos empresários da generalidade dos vários setores: comércio em estabelecimento, turismo, construção, comércio em feira, indústria transformadora e transportes/serviços auxiliares aos transportes.

No comércio em estabelecimento, o “indicador de confiança teve uma evolução positiva quando comparado com o trimestre homólogo”. Apesar de a conjuntura no setor ser favorável, o “absentismo do pessoal ao serviço, rutura de stock e outros fatores foram referidos como sendo os principais constrangimentos ao desenvolvimento normal da atividade das empresas comerciais em Cabo Verde”.

Quanto ao turismo, o indicador de confiança também registou um crescimento homólogo. “De acordo com os resultados obtidos no segundo trimestre de 2025, constata-se que o indicador de confiança contrariou a tendência ascendente do último trimestre, situando-se ainda acima da média da série”, acrescenta o boletim do INE, listando “insuficiência da procura” e “dificuldade em encontrar pessoal com formação” entre os principais obstáculos ao desenvolvimento normal da atividade das empresas no segundo trimestre.


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