Cabo Verde: Transportes de passageiros e mercadorias admitem parar em outubro na ilha de Santiago

Os condutores reivindicam a suspensão de cobrança de senhas”, melhorias sanitárias nos parques de recolha de passageiros, entre outros, segundo o sindicato do setor.

O presidente do Sindicato Nacional de Condutores Profissionais (SINCOP) de Cabo Verde admitiu esta sexta-feira uma “paralisação” para o próximo dia 12 de outubro dos transportes de passageiros e mercadorias em toda a ilha de Santiago, se não forem resolvidas algumas das suas reivindicações.

Uma das exigências feitas a autoridades, segundo o presidente do SINCOP, Domingos Tavares, tem a ver com a “normalização de lotação nos transportes públicos de passageiros”, porque, disse, “neste momento, os autocarros já podem circular com a lotação completa”.

Domingos Tavares, que falava numa conferência de imprensa para dar a conhecer as reivindicações da classe, afirmou que os condutores reivindicam, ainda, a “suspensão de cobrança de senhas”, assim como “melhorias sanitárias” nos parques de recolha de passageiros.

Pedem, igualmente, a suspensão de crachás e a devolução 3.500 escudos, “montante cobrado a mais”, pela Câmara Municipal da Praia, entre 2018 e 2019, na “emissão de cartões de licença aos taxistas”.

De acordo com aquele líder sindical, os condutores e os proprietários querem que o Governo cumpra em relação às medidas de inclusão social, que anunciou no quadro da pandemia da covid-19 que, neste momento, afeta o país, além da “suspensão ou redução” em 50% (por cento) de todos os impostos referentes a 2020, tendo em conta a “fraca produção dos veículos”.

Domingos Tavares anunciou que durante uma assembleia dos condutores, estes exigiram a redução ou eliminação de taxas de manutenção de estrada, cobrada por cada litro de combustível, visto que consideram que pagam impostos de circulação com os mesmos objetivos.

Os condutores e os proprietários de Hiaces e Táxis, revelou o presidente do SINCOP, reclamam pela “atribuição de incentivos”, à semelhança do que acontece com outras empresas do ramo dos transportes terrestres, aéreos e marítimos. Exigem que sejam tomadas medidas, em ordem a “eliminar concorrência desleal” por parte dos condutores clandestinos na Praia e no Mindelo, situação essa que está a acontecer em “quase todo o país”.

Para Domingos Tavares, só um “diálogo o mais urgente possível” com as autoridades pode evitar a paralisação anunciada para outubro.

O SINCOP foi criado a 18 de outubro de 2018 e, desde então a esta parte, conforme sublinhou o seu líder, tem privilegiado o diálogo como uma das melhores formas de resolver os problemas que afligem a classe.

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