Cada português produz 487 quilos de lixo urbano por ano

Portugal está em linha com a União Europeia, segundo o Eurostat. Em 2017 (últimos dados disponíveis), 30% dos resíduos foram reciclados, 17% passaram por compostagem [tratamento doméstico], 28% sofreram incineração [queima] e 24% depositados em aterro.

Tiago Petinga / Lusa

Os portugueses produziram 487 quilogramas (kg) de resíduos urbanos por pessoa em 2017, um valor em linha com a média da União Europeia, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat.

A quantidade de resíduos urbanos gerados no bloco europeu tem aumentado, pelo menos, desde 2014, ano em que atingiu a valor mais baixo (de 478 kg/pessoa). Dois anos depois já totalizava 486kg e, no ano seguinte, os tais 487kg.

A Dinamarca (781 kg/pessoa), o Chipre (637 kg/pessoa), a Alemanha (633 kg/pessoa), o Luxemburgo (607 kg/pessoa) e Malta (604 kg/pessoa) foram os cinco países que produziram mais lixo. No total, estes Estados-membros sozinhos produziram mais de 600 kg de resíduos municipais por habitante.

“Em contraste, havia três países que geravam menos de 350 kg de lixo municipal por pessoa: a Roménia (272 kg/pessoa), a Polónia (315 kg/pessoa) e a República Checa (344 kg/pessoa)”, refere o organismo de estatística europeu.

No conjunto da comunidade única UE, o tratamento do lixo teve diversas vertentes. Em 2017 (últimos dados disponíveis), 30% dos resíduos foram reciclados, 17% passaram por compostagem [tratamento doméstico], 28% sofreram incineração [queima] e 24% depositados em aterro.

Os números mostram que, na última década a reciclagem e a compostagem (+ 4 pontos percentuais) ganharam terreno, ainda que pouco significativo. Em 2007 quase metade (43%) dos resíduos europeus eram colocados em aterro, sendo apenas 24% reciclados.

Observando os dados divulgados pela Pordata pode perceber-se que Lisboa e Sintra são as cidades onde existe maior recolha de lixo de forma indiferenciada ou seletiva: 321.157 toneladas e 172.936 toneladas, respetivamente.

Portugueses fazem mais lixo e reciclam cada vez menos

Ler mais

Relacionadas

Lisboetas queixam-se do lixo e pedem coimas

A tradicional canção diz “cheira bem, cheira a Lisboa”, mas por estes dias o cenário aqui não é bem esse. Um passeio matinal pelas ruas do Bairro Alto é suficiente para sentir mau cheiro, ver copos nos rodapés das portas, caixas de pizza e outros objetos no meio do chão, assim como uma calçada portuguesa pintada de negro que é lavada somente com água.

Quer saber como pode poupar? Comece por reciclar

Cada português produz, por ano, 458 quilos de resíduos. Deitar fora sai caro para o ambiente e para o consumidor. Em vez de comprar produtos de usar e deitar fora, prefira os equivalentes em versão duradoura.
Recomendadas

DGS alerta para perigos da subida de temperaturas

A Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, alertou esta segunda-feira para os perigos do calor que se vai fazer sentir esta semana, com um aviso especial para as crianças, idosos, grávidas e doentes crónicos, por representarem grupos mais vulneráveis.

Manifesto considera que investimento do Governo em hidrogénio é “aventura” em que o país não pode embarcar

O grupo composto por mais de 30 especialistas considera que não existe uma “racionalidade económica” para realizar um investimento na produção de hidrogénio. “O país não pode mais uma vez embarcar numa aventura como a Estratégia do Hidrogénio, que absorverá uma parte significativa dos recursos”, apelam.

Guterres pede aos líderes mundiais que escolham “o caminho das energias limpas”

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu esta quinta-feira aos líderes mundiais para escolherem “o caminho das energias limpas” nos respetivos planos de recuperação económica pós-pandemia, exortando a comunidade internacional a proibir o carvão e os apoios aos combustíveis fósseis.
Comentários