CaixaBank promove reorganização interna no BPI

O Banco BPI, controlado pelo espanhol CaixaBank, vai reorganizar a sua estrutura interna a partir de junho, sendo que a área de banca de investimento fica obrigada a reporte a Espanha.

Rafael Marchante/Reuters

A reorganização interna do banco foi aprovada na reunião da comissão executiva de 23 de maio e terá efeitos já em junho, segundo uma nota interna, a que a Lusa teve acesso.

Desde logo, é criada a unidade de banca corporativa e de investimento, que “integra os 25 principais grupos empresariais portugueses e as áreas de produtos de banca de investimento”.

Na nota, é referido que as equipas de clientes serão liderada por Carmo Oliveira a quem é dada a missão de fazer a “implementação sistemática comercial do CaixaBank” e a “maximização do cross-selling entre as duas instituições”, o BPI e o CaixaBank.

A Lusa avança ainda que já as unidades responsáveis por produtos de banca de investimento (financiamento estruturado, corporate finance e mercado de capitais – distribuição) serão “geridas numa lógica de unidade ibérica, com reporte funcional ao CaixaBank”.

Esta nota interna informa ainda da “nomeação, em cada região, de um único diretor responsável pela gestão das grandes empresas, médias empresas e banca institucional”.

Esta medida implica a redução de sete para dois dos diretores que fazem reporte direto à administração, ficando Pedro Fernandes responsável pelo Norte de Portugal e Pedro Coelho pelo Sul.

Além destas mudanças, são integradas as direções de operações especiais de empresas e de investimento imobiliário e é criada a direção de banca transacional para empresas, que passará a integrar parte das equipas de direção de crédito especializado a empresas, que é extinta.

O BPI é controlado pelo grupo espanhol CaixaBank desde fevereiro, que passou a controlar mais de 80% do banco português após uma Oferta Pública de Aquisição (OPA).

O CaixaBank está a levar a cabo um processo de saída de trabalhadores, como já era previsível tendo em conta os objetivos contidos no prospeto da OPA, reforçando a diminuição do quadro de pessoal que já aconteceu nos últimos anos

Fontes sindicais indicaram à Lusa que deverão sair 400 trabalhadores através de rescisões por mútuo acordo e mais 200 em reformas antecipadas.

O BPI tinha, no final de março, 5.445 trabalhadores em Portugal.

O banco ainda tem formalmente como presidente executivo Fernando Ulrich, enquanto a nova equipa de gestão liderada pelo espanhol Pablo Forero aguarda a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

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