“Canadá foi o mercado de exportações que mais cresceu”, revela secretário de Estado da Internacionalização

Há “muito trabalho a fazer com o Japão, com o México e com o Vietnam e temos de continuar a batermo-nos por um acordo com o Mercosul, que vai abrir um conjunto fantástico de oportunidades às empresas portuguesas”, referiu o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, a propósito do desenvolvimento dos mercados de destino das exportações portuguesas.

“O mercado do Canadá terá sido do ponto de vista relativo o que mais cresceu entre os 30 principais mercados de exportação de Portugal”, revelou esta sexta-feira o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, durante a apresentação do “Programa Internacionalizar 2030”, que ocorreu na terceira sessão da conferência da Aicep de 2020, subordinada ao tema “Exportações & Investimento”.

“Temos muito trabalho a fazer com o Japão, com o México e com o Vietnam e temos de continuar a batermo-nos por um acordo com o Mercosul, que vai abrir um conjunto fantástico de oportunidades às empresas portuguesas. É um acordo que reduz tarifas, praticamente em 90% das linhas tarifárias do acordo da relação económica entre a União Europeia e o Mercosul, mas que tem de ser trabalhado desde já porque vamos ter novas oportunidades na área dos produtos industriais e manufaturados em mercados como o Brasil”, explicou Brilhante Dias.

Na apresentação do “Programa Internacionalizar 2030” o secretário de Estado explicou como se repartem as suas 43 medidas, adiantando que combinam dois aspetos: a continuidade, pois, diz, “há medidas que continuam e que avaliamos positivamente”, e a introdução de medidas novas, “como por exemplo a combinação dos recursos da política externa e o que nós queremos de serviço às empresas”, adianta.

“Ainda esta semana, eu e o presidente da Aicep, Luís Castro Henriques, tivemos a oportunidade de termos uma reunião com aproximadamente 20 quadros portugueses que vivem em São Paulo. São uma fonte de intelligence e de aproximação àquele mercado. Mas temos de ligar isso a algo que seja útil às empresas, sob a forma de produtos que temos de entregar”, comentou Brilhante Dias.

Quanto à promoção da marca Portugal, refere que ainda “é preciso confirmar se o label ‘made in Portugal’ é útil ou não, consoante os mercados e os sectores de internacionalização”. Sobre a componente da fiscalidade, Brilhante Dias refere que “fizemos um grande esforço para termos um instrumento fiscal de apoio à internacionalização e queremos beneficiar por via fiscal os projetos conjuntos de internacionalização porque nos permitem dar mais escala à promoção externa e com mais escala nós vamos ter mais visibilidade”. No conjunto dos eixos diferentes que coexistem no “Internacionalizar 2030”, Brilhante Dias propõe que se possam “ajustar recursos que vão da Economia ao Ministério do Mar, das Finanças ao Trabalho, da Cultura à Agricultura e continuar nessa transversalidade a conversar, a negociar também aquilo que são os passos em frente no processo de internacionalização”.

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